Forum
Rozineide Maria Dos Santos

olá. estou fazendo parte de uma formação de professores cujo tema é avaliaçao. como formadora fiquei responsável por discutir questões relacionadas a o que avaliar, como avaliar e instrumentos de avaliação por componentes curriculares.

com relaçao a arte, decidimos fazer um resgate da arte como técnica, no pré-modernismo, arte como expressão e arte como atividade no modernismo e arte como conhecimento no pós-modernismo.

procuramos identificar o que era prioritário em termos de avaliação em cada uma dessas concepções e tendencias.

falar da avaliação no pre-modernismo e modernismo, foi relativamente fácio. O dificil foi abordar essa questão no pós-modernismo.

e aí eu lanço  a questão:

o que avaliar, como avaliar e que instrumentos eu posso utilzar no estudo da arte pós-moderna. ilustrem com exemplos se possível.

Rozineide Maria Dos Santos

gente desculpem o erro na digitação da palavra fácil do texto anterior. acontece que a letra L do meu teclado está emperrada e como a proxima palavra começava com O, já viu né? Deu no que deu.

Sei que se escreve FÁCIL. OK?

Silvia Sell Duarte Pillotto

Rozineide;

O tema avaliação no ensino da arte é bastante complexo. Estamos realizando pesquisa sobre essa questão na UNIVILLE e já vamos para o terceiro ano de investigação. Como estou fora do Brasil, sugiro que entres no blog nupae.blospot.com e entre em contato com as professoras Leda ou Letícia, que atualmente estão tocando o Núcleo de Pesquisa em Arte na Educação - NUPAE. Elas poderão sugerir bibliografia e colocá-la a par do que já investigamos. Fone para contato: (47) 34619063; e-mail artesvisuais@univille.br Espero tê-la ajudado. Abraços.

Silvia

Silvia Sell Duarte Pillotto

Gilberto;

Explique um pouco melhor sobre as equipes multiartísticas: qual o objetivo, quais os procedimentos e critérios para se efetivarem, quem estaria organizando essas ações, como seria o processo de avaliação dessas equipes, enfim. Fiquei curiosa. Assim que puder, envio os documentos por e-mail.

Abraços

Silvia

Maria Antonieta Vilela Mendes

Olá... sou professora de Arte, formada em dança, pela Faculdade de Artes do Paraná, mas agora estou em Brasília - DF. A cada dia de aula, me esforço para que a dança seja recebida como forma de arte, acompanhando as artes plásticas, música e teatro. Aos poucos, faço com que a dança seja necessária à escola... a caminho de colocá-la no curriculum. Gostaria de contribuir nos "caminhos possíveis da proposta curricular". 

Maria Antonieta Vilela Mendes

Paulo R M Rodrigues

Sniff, Sniff.

SILVIA, você leu o meu recado, viu as fotos que deixei.

Estou esperando seu comentário, ok?

Elizete Aikawa Padilha

Olá pessoal das artes!

Olá Sílvia!

Fundamentei parte de minha dissertação do Mestrado em Educação em sua teoria, editada no livro "Reflexões sobre o ensino das Artes", material que muito me ajudou. Concordo com alguns participantes quando dizem que a maior "pedra no sapato" está no ensino da Arte nas séries iniciais, abordagem que fiz em minha pesquisa. Constatei a diversidade de concepções a respeito de ensino/aprendizagem e de conteúdos  que são abordados na Arte neste segmento da educação. Infelizmente as incertezas não ficam só com os professores generalistas de 1ª a 4ª séries, os especialistas estão tão perdidos quanto. Parece que agora, a SE do Estado de S.Paulo, lugar de onde falo, está direcionando com o Jornal do Aluno, bases para uma proposta unificada. Aleluia!!!

José Francisco Barbosa

Olá colegas arte-educadores. Tenho visto muito empenho e até entusiasmo por parte de muitos colegas, seja qual for o tema do forum. E isso é muito bom. No entanto, sempre, ao tentar abordar um aspecto mais delicado sobre o ensino de arte, sinto-me constrangido e até receoso em correr o risco de ser confundido com algum "educador do contra". Tenho participado de vários outros espaços para discussão sobre nossa área, envio artigos, mas jamais recebo nada de concreto. Venho construindo trabalhos tão interessantes quanto difíceis de implementar na Escola pública e olhem, costumo dizer a mim mesmo que "só continuo por que os faço para alguém muito exigente: eu mesmo. E minha única motivação é o meu aluno”. Já a escola, pública ou privada, o poder público estão mesmo preocupados “ou com os votos na eleição ou com os objetivos financeiros”. Tenho participado de concursos, tenho uma produção da qual me orgulho e até links no Arte na escola (fui  parceiro em um trabalho ganhador do I prêmio professor Nota 10 (1998), da Revista Nova Escola em Geografia e, em 2006, cheguei às finais nesse mesmo prêmio e também no Escola Cidadã, do Arte na Escola agora em Arte, que é minha área. Desculpem, mas vcs sequer poderiam imaginar as dificuldades durante todo o processo criadas seja por parte da escola e dos colegas.  Ouvi coisas como "o que você espera com tudo isso? Acha que vai receber um real a mais por isso que está fazendo?",  No final, ao saber que estava na final, minha diretora se recusava a assinar os papéis. Dizia que eu pretendia aparecer com o trabalho dos alunos.  
Vi aqui que alguns falam sobre os professores que se escondem atrás do problema do baixo salário. Sei que há aqueles que não merecem o titulo de educador, mas afirmo que, para muitos de nós,  isso é um problema sim, se precisarmos viver de nosso trabalho.

Mesmo assim continuo trabalhando, estudando, me informando e até aprendendo (com os meus erros e dos outros também) com todo amor que tenho (e isso é muito). Não desistirei, mas acho que deveríamos nos preocupar  também com a efetivação da Arte como conhecimento (de fato), com a ampliação da carga semanal de 1  (uma) para 2 (duas) aulas nas 3as e 4as. séries do EF. (pensem: numa rede onde a carga mínima é de 25 aulas, num professor de arte que entra semanalmente em salas de 21 (vinte e uma) turmas diferentes. Gostaria de saber também o que vocês acham do governo estadual (São Paulo) ter retirado as aulas de arte do 3º ano do EM? Sabem o que essas mudanças tresloucadas dos”secretários” de educação fazem com a vida “nada mole” do professor?  É assustador o que estou dizendo, mas parece até existir um contrato silencioso para não se abordar problemas complexos como esse, não é? Ah, é perigoso falar disso? Olhemos para a educação como um todo. Vejamos o que os governos fazem com os programas de educação. Freqüentei dois semestres, com orientadores diferentes,  como ouvinte em uma Faculdade Estadual, num desses maravilhosos cursos de pós-graduação e, quando tentei falar desses problemas, fui simplesmente ignorado, e até descartado, afinal, não há espaço para realidade, para professores de escola real, periférica, cheia de problemas sociais. Realmente, não há espaço para professores que não sejam apenas diletantes. Não há espaço para aqueles que precisarem viver da educação ainda que eles sejam sonhadores, conhecedores dos belos e pertinentes textos epistemológicos.

Ah! Não pensem que me esqueci do foco: também quero discutir os caminhos possíveis para uma proposta curricular de arte. Vou fazê-lo com prazer, apenas não quis me furtar a essa necessária reflexão, pois não acredito em mudança para inglês ver. Mudança para mudar tem que doer. Será que estamos dispostos a alguma dor? (ainda que seja por uma boa causa)?

Chico Barbosa EMEF Benedicto Wheshenfelder/Osasco e EE Derville Alegretti/Carapicuiba

Tiago Geraldo Do Nascimento

Olá Professora Silvia e demais colegas empenhados pela democratização cultural, seguem meus cumprimentos artísticos...

Sendo esse um tema importante, pouco discutido e imprescindível para nossa prática docente, uma vez que aponta caminhos e possibilidades didáticas de intervenções em sala de aula e fora dela, o curriculo escolar, ao meu entender, deve ir muito além do que simplesmente contemplar os conteúdos, que também são importantes, mas as articulações destes conteúdos explorados fora do ambiente escolar, tenho pra mim, que é indispensável; tanto que estou escrevendo minha monografia de Pós Graduação que curso pela USP com o seguinte tema: "A articulação dos conteúdos do currículo escolar, vivênciados fora do ambiente escolar - O Professor Expedicionário" é uma oportunidade que encontrei para expor minhas experiencias docentes, principalmente as que tive no ano de 2007, onde proporcionei aos meus queridos alunos 14 atividades culturais fora da escola, pra mim um record, não meramente pela quantidade, mas principalmente pela qualidade dos eventos, que incluiu desde MAC, MAM, PAÇO, USP, ITAUCULT, CCJ, CCBB, THEATRO MUNICIPAL, dentre outros; onde refleti, li, escrevi e pensei muito sobre as vivências artistico-pedagógicas que tive.

Os desdobramentos dessas saídas propositivas da escola me embasaram em minhas aulas práticas e teóricas, mesmo que ainda tenha sofrido olhares preconceituosos por parte de alguns profissionais tradicionalistas que julga a escola como um depósito de gente à obedecer somente. Um currículo amarrado não permite idas e vindas a lugar algum, mesmo que esses passeios sejam para dentro de cada um, em relação as experiencias individuais e coletivas, somadas e enriquecidas. Uma visão ampla da escola, compreendendo a complexidade de lidar com pessoas e de humanizar as humanidades não tem nada a ver com a restrição dos conteúdos aos espaços arcaicos da escola.

Acredito que a escola tem que estar em constante movimento para que o currículo seja enriquecido de experiências significativas para os alunos; as associações são naturais.

Ana Lúcia Fernandes Camacho Câmara

"Quem decide quais conteúdos a serem trabalhados? Professores, secretarias de educação, escolas, estudantes?" são perguntas que ela procura responder e que, desejamos, incitem e aqueçam este fórum!

Bom dia a todos!

Sou professora de 1º a 4º série (PI) e trabalho em uma fundação com crianças e adolescentes de 6 a 13 anos desenvolvendo atividades através da Arte Educação e da Educomunicação.

Nossas atividades são pautadas na participação das crianças, desde a escolha das oficinas a criação/seleção de assuntos e estratégias, mesmo sendo feito um planejamento mensal este pode mudar a qualquer momento atendendo as necessidades do grupo como um todo, professor, crianças ou adolescentes.

Ao professor cabe verificar as necessidades do grupo e orientá-lo, desenvolver habilidades, sensibilizar para arte e descondicionar o olhar e as ações, muitas das crianças chegam até nós  desenhando apenas casinhas com sol e nuvens ou simplesmente já desistiram de desenhar , convencidas de que não tem talento. Neste processo precisamos apresentar a Arte como dom humano, usar a contemporaneidade nas produções vistas e criadas, nada contra aulas que mostrem produções clássicas e vida de pintores clássicos, temos um momento para isto também, mas os grandes avanços têm vindo a partir do contato com instalações, criações que usam materiais alternativos, suportes alternativos. Assim elas próprias tem tido condições para se perguntar se isso é Arte e responder sim ou não, mas principalmente de se arriscar como produtor de uma expressão digna de ser considerada arte por ele próprio.

No meu atual ponto de vista professores e estudantes, envolvidos mais diretamente, portanto principais interessados devem selecionar o problema a ser resolvido e como.  

Até mais!

Analú

 

Alexandra Fernandes

Bom dia a todos!

Sou Alexandra, professora de 2o. ano do Ensino Fundamental numa escola particular que desenvolveu seus próprios Referenciais Curriculares (Baseados, claro, nas propostas nacionais).  Minha grande dúvida é: Não tendo eu, formação específica em Arte, que tipo de atividades posso propor aos meus alunos em Arte de forma que os sensibilize para a produção e análise artística, sem limitá-los a pre-conceitos?  O que é fundamental para uma criança de 6 e 7 anos aprender em Arte? O que devo e posso avaliar? Nosso referencial curricular aborda a questão da liberdade de expressão, do deixar que os alunos tracem caminhos nas aulas. Mas como planejar aulas que não sejam demasiadamente sem norte? Que primem pelo essencial?

Preciso de ajuda.  Por favor, enviem-me sugestões pelo e-mail Walefernandes@hotmail.com  ou pelo lele.fubra@yahoo.com.br

Aguardo SOS        :)                         Um abraço a todos...

Fatima Martinez
Olá, Caros colegas...e Professora Silvia
Interessei-me pelo assunto, evidente que muito instigante, atualmente tão discutido.
Sou Pedagoga, meu nome é Fátima Martinez e trabalho como supervisora pedagógica em uma escola pública na cidade de Campo Grande MS.
Não sou formada em artes, porém, isso nunca foi uma barreira para que eu a estudasse informalmente.
Convivo com todos os conflitos possíveis e imagináveis no que diz respeito ao Currículo de Artes. Porém, tenho dúvidas sobre como conduzir as Artes na Educação, uma vez que ao explorar tal assunto, nos confrontamos com os "velhos desenhos sendo pintados" em datas comemorativas.
Eu vejo a Arte na Educação, como uma sublime passagem para a compreensão do ser humano e sua convivência social. Um leve toque filosófico, talvez!
As Artes Educacionais deveriam transpor os limites sistematizados de ensino e favorecer aos educandos uma ponte com a sensibilidade humana e a descoberta de suas verdadeiras raízes culturais. Por quê não?
Seria esse o desafio curricular? Pois, documentos atuais só indicam segmentos, porém uma amplitude de caminhos a seguir.
É correto afirmar que houve um "engessamento" das Artes no âmbito educacional ou sua exploração não está sendo bem conduzida pelos profissioanis desta área?
Gostaria de obter alguns pareceres.
Grata
Fátima Martinez
Maria Alice De Souza Severo

É muito oportuno este tema, pois o trabalho com arte no ensino formal, fundamental e médio, tem muitas versões!

Alice Severo - Lavras do Sul - RS

Sandra Cardoso De Oliveira Souza

Olá colegas!

Depois de ter lido os relatos de todos vocês, vejo que é um assunto um pouco polêmico, mas todos com a mesma ideologia, buscando a "valorização" da Arte como realmente um conhecimento, o respeito por ela como as demais disciplinas como a Matemática e a L.Portuguesa entre outras. Mas para isso é preciso que continuemos lutando para alcançar o nosso objetivo.

Para a escolha do conteúdo,é primordial que sejam especialistas de Arte, sem descartar a participação dos demais, pois somos uma equipe, nada de individualismo ou coletivismo, mas, fazendo das diversidades de idéias um "processo" para alcançarmos o nosso ideal. 

Alessandra Patrícia França Freitas

Olá colegas!

Faço Pedagogia na UFPA, penso que seria interessante discussões sobre o currículo de Arte, pois tive pouco contato com a referida disciplina e confesso que não foi algo muito bom. O motivo pelo qual, a arte não ter sido significativa, foi a falta de compromisso do Arte- Educador. Mas, penso que a disciplina é pouco valorizada, é limitada como li num depoimento de um colega, colocando a arte apenas como "ferramenta" para decorar as escolas. Sabemos que arte é muito mais que isso, daí a necessidade de se repensar o currículo para um novo ensino de arte.

Alessandra 

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