Forum
Beloní Cacique Braga
Paula, deixe seu email para contato neste espaço pois a Roseli é coordenadora no Arte na Escola e poderá deixar referências sobre como adquirir o material do art br que você está precisando. Abraços Beloní
Marileusa De Oliveira Reducino
Belo, quando você fala do tempo e, nos traz esse texto que permite uma reflexão sobre a organização de nosso cotidiano, viajo e me reporto a uma outra análise sobre esse substantivo, masculino, par inseparável da história e, analisado por vários estudiosos em diferentes períodos, justamente por sua característica efêmera e dinâmica, que altera de acordo com o momento vivido. Não resisiti e estou enviando um texto que fala um pouco da arte e do tempo. Um grande abraço. Marileusa
Beloní Cacique Braga
Marileusa Cadê o texto? Fiquei curiosa para ler....Estarei aguardando. Abraços Belô
Marileusa De Oliveira Reducino
Desculpe, acho que vacilei no limbo como diz a Eliane, eheheheheh!
Marileusa De Oliveira Reducino
Pessoal, vamos crescer esse texto? Vale todas as colaborações e por que não dizer provocações. O que acham? Marileusa
Beloní Cacique Braga
Célia, Amei sua participação que resolvi trazê-la para este espaço... vai que alguém não leu antyes! Seu relato é muito interessante. Amei as imagens. Super bem-vinda no espaço do "Diário". Estréia brilhante, heim amiga!!! Abração Beloní Mensagem postada pela Célia no tópico ressonâncias. Confiram lá também. Data: 05.03.2006 - Hora: 18:32 __________ Oi Pessoal! Custei, mas apareci. Um bom início de ano a todos! Há tantas idéias em discussão que estou achando difícil acompanhar, talvez se concentrássemos o foco... Minhas contribuições: · sobre releitura: ainda penso que muitos professores ainda vêem a releituras como cópia. Um bom começo para esta discussão seria acompanhar um artista que tenha feito releituras ao longo da carreira, como Picasso, por exemplo. Prefiro continuar a partir de exemplos da minha própria sala de aula. Seguem três fotos anexadas. São do projeto que desenvolvi em 2000, com alunos de oitava série, no qual o trabalho de conclusão foi a confecção de sapatos em papel machê, a partir de um dos temas estudados, que foram história da arte e diferentes culturas. Um dos sapatos (o de conchas) a aluna faz uma "releitura" da obra de Chagall, na minha visão muito apropriada: ela buscou retratar magia, irreal, impossível, lembranças de infância... Utilizou elementos como conchas que não estão na obra, mas que vão de encontro ao sensível do conjunto da obra de Chagall. Na segunda foto (“sapato” indígena brasileiro) há um outro nível de relação – usa materiais pertinentes à cultura indígena – palha, penas, espinha de peixe – e os desenhos são transcrições diretas dos elementos encontrados em artefatos indígenas. O terceiro sapato (sandália japonesa) o aluno quase copia um calçado japonês, com pouquíssima interferência de criação ou de interpretação da cultura. Os três trabalhos podem ser considerados releituras, mas têm profundidades e complexidades distintas. Entendo que em uma sala de aula real, existem alunos em diferentes etapas de compreensão e com históricos de trabalhos em arte também distintos. O desafio está em fazer com que um aluno do terceiro exemplo avance. Muitas vezes, a cópia direta terá um resultado plástico até melhor, mais “bonito”, mas sem aquisição de conhecimento e capacidade de relação de informações que se espera. · Sobre o diário de bordo: embora seja outro grupo, foi citado neste. Tenho utilizado a seguinte estratégia há 10 anos. Cada aluno tem um envelope que fica em sala de aula. Nele, são guardados os trabalhos e há uma planilha de controle do que foi realizado. Há o “dia de olhar o envelope”. Os alunos olham os seus trabalhos e o dos colegas, vêm se todas as tarefas foram entregues, trocam idéias entre si e avaliam o que aprenderam em cada tarefa. Algumas vezes fazemos um feed-back do período, colocando no quadro exemplos das atividades, imagens e palavras que vão resgatando a relação entre as atividades desenvolvidas, favorecendo a consolidação do aprendizado. O meu diário de bordo segue a linha do deles. Vou armazenando as atividades, textos que levei e exemplos das tarefas dos alunos, como textos, desenhos, imagens, frases, fotos (muitas!) tiradas em sala de aula, minha avaliação sobre cada trabalho e atividades, saídas de estudo... Há uma preocupação estética nesse registro, pois ele também será utilizado como material didático. No início do ano passado (2005), mostrei o meu diário do ano de 2004 para a turma, que seriam meus alunos novamente. Fiquei surpresa com a avaliação feita por eles: adoraram ver todo o seu processo guardado e registrado, como uma memória da escola, surpreendendo-se do quanto tinham estudado e realizado. Levei dois meses para entrar no fórum, acho que exagerei... Um abraço a todos, Célia
Beloní Cacique Braga
Marileusa, Gostei do texto e qurero mexer, como você diz, mas por incrível que pareça não consegui tempo maior para pensar no tempo. Pode??? tenha uma semana deslumbrante! Beijocas Beloní
Beloní Cacique Braga
Gente, vamos organizar a nossa conversa com um pouco de discussão teórica sobre o que vem a ser o diário de bordo. Na verdade o termo foi adaptado neste contexto a partir da proposta de Diários de Aula do Miguel Zabalza. Por isso envio aos interessados duas páginas do livro dele nas quais ele inicia a conversa sobre o conceito e aprática dos diários. Após os relatos encontrados aqui vimos que existe uma ação de registro de certa não sistemática, mas geradora de leituras neste grupo. leiam o texto e vamos discutir sobre a importância e organização,em um texto da nossa prática. Confiram que a enquete no site: "Você tem um diário de Bordo da sua prática em sala de aula? aponta o seguinte resultado: 53,8% sim e 46,2% não. Os colegas que contribuiram para o índice do SIM poderiam nos ajudar deixando aqui com mais detalhes como é o seu diário. Identifique-se por nome ,escola, séries para as auias leciona e há quanto tempo é prof. de Arte. Depois registre sua prática. Vamos construir juntos uma REFLEXÃO interessante. Aos professores premiados no Arte na Escola convido a deixarem o relato de sua prática de registro, pois um dos fatores que nos levaram a ganhar o prêmio foi a existência e a produção de um texto sobre nossa prática em sala de aula. Estamos aguardando uma" CHUVA DE IDÉIAS" neste FÓRUM. PARTICIPE!!! Até daqui a pouco. Beloní
Beloní Cacique Braga
Começo aqui a chuva de idéias deixando com vocês parte do relato do Projeto Papel Papelão com o qual fui finalista no V Prêmio Arte na Escola em 2004. O Projeto premiado em 2005 " A cidade e sua gente" ainda não está disponível para divulgação, O Arte na Escola é responsável por ele. Assim que puder será disponibilizado. Boa leitura e conheçam um pouco do nosso trabalho aqui em Ubrelândia -MG no Colégio Batista Mineiro, com alunos de 5ª a 7ª séries. Depois da leitura voltem para contribuir com opiniões e sugestões. Abraços Beloní
Roseli Alves
Olá pessoal! As colocações deste fórum são surpeendentes! A resposta da Marileusa do dia 25/2 ao questionamento da Beloní dá para assinar em baixo. As dimensões espaço e tempo na construção do currículo foram brilhantemente consideradas. Havíamos discutido isso com outra professora lembram? Eliane Tinoco, bacana você reiterar a nossa idéia, tem tanto caldo estes fóruns que com certeza pode gerar diferentes tipos de publicações. Já conversamos por aqui. Agora vamos envolver os demais membros do Comitê de publicação e a Zita. Vamos em frente com o Diário de Bordo, Beloní retomou bem a conversa. Um abraço a todos. Roseli
Terezinha Fátima Duchnicky
Paula, que bom que você pôde aproveitar meu comentário. Estou dando continuidade com uma pesquisa sobre os mascotes na Copa. A apresentação será através de seminário. As aulas agora está sendo, como, fazer o seminário. Acredito que seu projeto será um sucesso. o tema é animador. abçs
Terezinha Fátima Duchnicky
Olá Beloni, obrigada pela acolhida. Trabalho na escola Albertina Fortarel em Jundiaí. Participei da videoconferência e a escola possui a pasta arte br. Já desenvolví alguns projetos, ainda estou engatinhando, tenho muito o que explorar. Trabalhei com o tema da questão racial. em breve farei um relato. abçs,
Beloní Cacique Braga
Terezinha, Bom retorno!!! Todos nós estamos engatinhando, graças a Deus. Isto significa que temos muito que aprender.Uns engatinham e param sentadinhos olhando em volta. Outros engatinham ligeirinho e chegam rápido. Cada um a seu tempo. Estaremos aqui te esperando. Volte logo para contar o que anda fazendo e como está conduzindo os seminários. Você teve chance de ler os textos e o relato? Quando tiver as idéias formuladas sobre esses conceitos de diário venha cá conversar com a gente. Abraços Beloní
Juliana Carvalho Carnasciali
Uau!!! Que discusão frenética...acho que fiquei muito tempo distante... estive mergulhada em processos educativos, investigações e descobertas de início de ano meio intensas de modo que acabei sumindo um pouco... Confesso ser o "diário de bordo" uma constante, um corpo necessário, para o andamento de meus encontros com meus alunos. Sou apaixonada primeiramente por preparar meu material. todo ano, produzo um diferente caderno, sempre com folhas brancas, livre espaço para idéias e questionamentos, e uma imagem deliciosa ás minhas sensações na capa. O percurso é tão especial que o diário acaba virando uma parte de mim...quando comecei a lecionar, 5 anos atrás, as capas eram produzidas por trabalhos meus, depois, experimentar invadir de imagens de alunos este "tão deles espaço", é porque o meu diário de bordo só existe por cauda deles...suas imagens, recebidas (esteriotipadas) ou não, dão vida ao espaço de registro mais importante de minha vida pedagógica...nele anoto capa respiração necessário das etapas do processo de trabalho. Falas dos alunos, falas minhas, questionamentos, descobertas, nomesm de livros, reportagens interessantes, relatos de aula, cartografias de saber, fotos entre outros. Este cadero é relamente um diário de bordo porque ganha vida ao ponto que acontece, não é exatamente pensado, é acontecido de modo que o pensamento é o fio inconsciente condutor de toda esta festa. Posso confessar que sou apaixonada por este meu pedaço: o caderno, o diário, o registro...além dele, tenho uma pasta, mais aproxima-se de um portifólio visto que nesta, insiro tudo de modo mais organizado, inclusive textos, fotos de alunos com legenda de cada etapa de acontecimento, atividades, vivências, cartografias entre outros. Juntando tudo isso, aotérmino do ano, de cada anos vejo tudo como se estivesse de fora, erspiro e organizo idéias do que descobri de melhor, de novo, de inovador, o que ainda não havia vivido, novos caminhos, novas maneiras de trabalhar sempre relacionadas com certa bagagem e busca conceitual. Confesso de novo que o exercício do diário é externalizar para internalizar e externalizar novamente momentos de aprendizagens, alimento de saber... Isto é a descrição de como trabalho meu diário de arte educadora... só mais uma coisa...meus alunos tem o deles também...e vê-los descobrir esta possibilidade, a posibilidade do registro, da marca, da descoberta é algo excepcional!!! Deliro!!! Vou tentar arrumar fotos do meu diário e do deles para dividir com vocês o trabalho é interessante... Beijos cheios de saudades...Jú
Beloní Cacique Braga
Olá Juliana, Que delícia ler seu relato. Estava com saudades. E fiquei curiosa para ver seu diário. Vi a imagem que você postou emoutro tópico e as provocações que me fez, mas estou tenteando centrar as conversas aqui, assim podemos contruir juntos um texto bem interessante. Lendo seu relatofui rever meus diários e me deparei com um de 2001 em ocasião da visita ao atelier de Lucimar Belo aqui ainda em Uberlânid. COMPARTILHO COM TODOS as imagens que tentei colocar em documento word para ser mais fácil enviar mais imagens. Recebam estas imagens como uma homenagem a uma MULHER de fibra e que realizou na minha uma verdadeira "educaçãop inclusiva" . Como professores não podemos nos esquecer que todos os nossos são portadores de necessidades muito especiais. Em maioria, trazem necessidade da alam e que encontram na arte uma forma de ser incluídos e ouvidos. Se não fosse este diário hoje não teria como refletir desta forma nem compartilhar com outros colegas. Continuem participando. Temos muito a caminhar " É caminhando que se sabe o caminho". Abração Beloní
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