Forum
Sara Rocha Rangel
Tibúrcio Magalhães escreveu:
Oi TEca
Gostei muito da sua resposta, me esclareceu em muita coisa, no entanto só fiquei com dúvida numa coisa: - Como os habilitados em Educação Artística com habilitação em música farão uma nova formação em Educação Musical, qual o processo para Isso? Obrigado.

Apesar de não ser a nossa realidade (em muitos sentidos) quero compartilhar a experiência de uma colega que mora nos EUA e leciona Música para o Ensino Médio.
Segundo ela, o professor de Arte está apto a lecionar a disciplina de música (General Music Class) após finalizar 1 ano de estudos em Música, dentro da grade curricular na Universidade.
É uma experiência.
Carmem Lúcia Melim Brando
Márcia Luquine escreveu:

Olá,

Sou formada em Educação Artística com Habilitação em Música pela UFRJ. Leciono na rede estadual e municipal de ensino no Rio de Janeiro.

A história da Educação Artística nas escolas aqui no Brasil, a meu ver, já  tem uma trajetória complicada. Assim continua sendo hoje.

A questão é: qualquer um pode lecionar Artes (em todas as suas modalidades) nas escolas???? A Lei fala em formação específica na área, mas deixa brechas para que não seja bem assim.

Então fica a pergunta que não quer calar: PRA QUE FAZER UM CURSO DE LICENCIATURA EM ARTES VISUAIS, MÚSICA ETC. se qualquer um sem a devida formação pode lecionar essas áreas do conhecimento????

Complicado, né?

Olá pessoal! Oi Marcia!

Eu penso que quando houver um professor com formação superior em musica para cada escola, serão estes que deverão lecionar a musica na escola. Mas hoje estamos em falta desse professor em todo o Brasil e tem muita gente boa sem formação superior que pode dar aula apenas precisa fazer um curso de como ensinar na sala de aula.
Os professores formados no curso superior devem abrir cursos para esses professores e o governo com certeza também deveria contratar os licenciados em musica para preparar esse professores que estão precisando de uma capacitação.
Esta é na minha opinião uma ótima forma de resolver essa questão.
Sou formada em música e aqui na minha cidade já estamos dando um curso tecnico em musica que contempla: xilofones, flauta doce, percussão instrumental e corporal, coro e regência entre outras disciplinas. Abraço! Carmem
Carmem Lúcia Melim Brando
Tibúrcio Magalhães escreveu:
Oi TEca
Gostei muito da sua resposta, me esclareceu em muita coisa, no entanto só fiquei com dúvida numa coisa: - Como os habilitados em Educação Artística com habilitação em música farão uma nova formação em Educação Musical, qual o processo para Isso? Obrigado.

Nova formação? Mas quem já tem habilitação em música acho que não tem necessidade de nova habilitação.
Lisete Maria Massulini Pigatto

Olá!

Atuo como Educadora Especial e desenvolvo projetos conjuntamente com os professores  visando a inclusão escolar e social dos alunos. Nos quais sempre há muita música, canto, dança, poesia, leitura, escrita, e principalmente o resgate historico do tema trabalhado ao longo do tempo. Assim como o espaço e a liberdade para que o aluno desenvolva o seu projeto pessoal e coletivo.

Tem dado certo, este ano já estamos trabalhando com a questão de gênero, onde identificam o masculino e o feminino. Deste mosdo a partir das vivencias com a música (meninas) e o tempo (meninos) estamos desenvolvendo um teatro musical que inicia-se em 1900 com a Chiquinha Gonzaga, depois vamos para 1960 com a Celi Campelo e a revolução das mulheres, finalizando com a cantora nativista do RS, Berenice Azambuja. Neste contexto trabalha-se o aluno de forma integral oportunizando que perceba alem do contexto, as suas emoções e sentimentos construindo cidadania.

Lisete

Sara Rocha Rangel
Lisete Maria Massulini Pigatto escreveu:

Olá!

Atuo como Educadora Especial e desenvolvo projetos conjuntamente com os professores  visando a inclusão escolar e social dos alunos. Nos quais sempre há muita música, canto, dança, poesia, leitura, escrita, e principalmente o resgate historico do tema trabalhado ao longo do tempo. Assim como o espaço e a liberdade para que o aluno desenvolva o seu projeto pessoal e coletivo.

Tem dado certo, este ano já estamos trabalhando com a questão de gênero, onde identificam o masculino e o feminino. Deste mosdo a partir das vivencias com a música (meninas) e o tempo (meninos) estamos desenvolvendo um teatro musical que inicia-se em 1900 com a Chiquinha Gonzaga, depois vamos para 1960 com a Celi Campelo e a revolução das mulheres, finalizando com a cantora nativista do RS, Berenice Azambuja. Neste contexto trabalha-se o aluno de forma integral oportunizando que perceba alem do contexto, as suas emoções e sentimentos construindo cidadania.

Lisete

Boa noite Lisete! Sou de Vila Velha, ES.
Em nossa escola tivemos uma linda festa de encerramento formatada em cima do tema CANTA BRASIL. Cada série pôde investigar e explorar várias áreas de conhecimento viajando na história da música. Começamos um pouco antes o Chorinho e da Modinha.... começamos com a música Européia, Indígena e Africana - fundamentais para a formação do primeiro estilo propriamente brasileiro: chorinho.
Se quiser posso enviar um pouco do que foi nosso trabalho. Meu email é: srrocha4@hotmail.com
Me escreva e vamos compartilhar!
Abraços.
Teca Alencar De Brito
Carmem Lúcia Melim Brando escreveu:
Tibúrcio Magalhães escreveu:
Oi TEca
Gostei muito da sua resposta, me esclareceu em muita coisa, no entanto só fiquei com dúvida numa coisa: - Como os habilitados em Educação Artística com habilitação em música farão uma nova formação em Educação Musical, qual o processo para Isso? Obrigado.

Nova formação? Mas quem já tem habilitação em música acho que não tem necessidade de nova habilitação.
Oi Tibúrcio, Carmem e todos os colegas
Os licenciados com habilitação em música não terão que fazer uma nova formação. A formação continuada é outra coisa, uma necessidade sempre presente de pesquisa, redimensionamento, ampliação de possibilidades de realização e reflexão.
Aqueles que tem habilitação em artes visuais e que sempre manifestam uma preocupação maior com a situação (e com razão) deverão se acercar mais da música, caso tenham mesmo que assumir a responsabilidade pelo trabalho. Digo isso pois essa discussão envolve muitas frentes, sendo que os profissionais da área da ed.musical vem se reunindo, discutindo, encaminhando propostas ao MEC e, de fato, muito há para ser feito e discutido.
Sei que amanhã, como exemplo, haverá um debate em Brasília. Infelizmente não poderei estar presente, mas tentarei saber a respeito.
Mas vale muito a pena seguir refletindo, compartilhando experiências, levantando dúvidas, solicitando etc, pois o tema tem grande importância!
abs e boa semana a todos
Teca
Tibúrcio Magalhães
Teca Alencar de Brito escreveu:
Carmem Lúcia Melim Brando escreveu:
Tibúrcio Magalhães escreveu:
Oi TEca
Gostei muito da sua resposta, me esclareceu em muita coisa, no entanto só fiquei com dúvida numa coisa: - Como os habilitados em Educação Artística com habilitação em música farão uma nova formação em Educação Musical, qual o processo para Isso? Obrigado.

Nova formação? Mas quem já tem habilitação em música acho que não tem necessidade de nova habilitação.
Oi Tibúrcio, Carmem e todos os colegas
Os licenciados com habilitação em música não terão que fazer uma nova formação. A formação continuada é outra coisa, uma necessidade sempre presente de pesquisa, redimensionamento, ampliação de possibilidades de realização e reflexão.
Aqueles que tem habilitação em artes visuais e que sempre manifestam uma preocupação maior com a situação (e com razão) deverão se acercar mais da música, caso tenham mesmo que assumir a responsabilidade pelo trabalho. Digo isso pois essa discussão envolve muitas frentes, sendo que os profissionais da área da ed.musical vem se reunindo, discutindo, encaminhando propostas ao MEC e, de fato, muito há para ser feito e discutido.
Sei que amanhã, como exemplo, haverá um debate em Brasília. Infelizmente não poderei estar presente, mas tentarei saber a respeito.
Mas vale muito a pena seguir refletindo, compartilhando experiências, levantando dúvidas, solicitando etc, pois o tema tem grande importância!
abs e boa semana a todos
Teca
              OI Teca, acredito que a nescessidade maior é todo esse pessoal de ed. artística como de educação musical darem as mãos para que  o trabalho tenha mais consistência, falo isso porque sinto muito a nescessidade de encontrar algo pela net que possa me ajudar com o meu trabalho, o que encontro mais são livros que geralmente se tem que comprar, gostaria de poder ver dicas de livros na net, dicas de sites, blog´s e etc como também o que vem sendo desenvolvido em outras cidades por outros professores nessa área. Me sinto ainda um peixe fora d´agua. Boa semana.
Tibúrcio Magalhães
Teca Alencar de Brito escreveu:
Carmem Lúcia Melim Brando escreveu:
Tibúrcio Magalhães escreveu:
Oi TEca
Gostei muito da sua resposta, me esclareceu em muita coisa, no entanto só fiquei com dúvida numa coisa: - Como os habilitados em Educação Artística com habilitação em música farão uma nova formação em Educação Musical, qual o processo para Isso? Obrigado.

Nova formação? Mas quem já tem habilitação em música acho que não tem necessidade de nova habilitação.
Oi Tibúrcio, Carmem e todos os colegas
Os licenciados com habilitação em música não terão que fazer uma nova formação. A formação continuada é outra coisa, uma necessidade sempre presente de pesquisa, redimensionamento, ampliação de possibilidades de realização e reflexão.
Aqueles que tem habilitação em artes visuais e que sempre manifestam uma preocupação maior com a situação (e com razão) deverão se acercar mais da música, caso tenham mesmo que assumir a responsabilidade pelo trabalho. Digo isso pois essa discussão envolve muitas frentes, sendo que os profissionais da área da ed.musical vem se reunindo, discutindo, encaminhando propostas ao MEC e, de fato, muito há para ser feito e discutido.
Sei que amanhã, como exemplo, haverá um debate em Brasília. Infelizmente não poderei estar presente, mas tentarei saber a respeito.
Mas vale muito a pena seguir refletindo, compartilhando experiências, levantando dúvidas, solicitando etc, pois o tema tem grande importância!
abs e boa semana a todos
Teca
  OI Teca, acredito que a nescessidade maior é todo esse pessoal de ed. artística como de educação musical darem as mãos para que  o trabalho tenha mais consistência, falo isso porque sinto muito a nescessidade de encontrar algo pela net que possa me ajudar com o meu trabalho, o que encontro mais são livros que geralmente se tem que comprar, gostaria de poder ver dicas de livros na net, dicas de sites, blog´s e etc ou seja uma boa fonte de pesquisa, como também o que vem sendo desenvolvido em outras cidades por outros professores nessa área. Me sinto ainda um peixe fora d´agua. Boa semana.
Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Olá pessoal,

Sou coordenadora do pólo UFU (Universidade Federal de Uberlândia) da Rede Arte na Escola. Fiquei muito preocupada quando li alguns comentários! Se o professor com formação em Artes Visuais precisa fazer um curso para ministrar o conteúdo música, não estamos voltando à Polivalência? Se o professor no estado de São Paulo segue a proposta curricular considerando o material do professor como um livro didático a ser vencido durante o ano, o caráter polivalente não está existindo? No caso dos CBC de Minas Gerais, onde há a indicação de que cada área (o CBC não considera com linguagem) seja ensinada por um professor com a habilitação específica e que a disciplina deve ser ensinada em todas as séries dos 5º ao 9º ano, como fica a insistência das superintendências regionais de ensino em colocar Artes somente em uma série do Ensino Fundamental e uma do Ensino Médio? Na cidade de Uberlândia a Secretaria Municipal de Educação convocou os professores de Artes, a maioria com formação em Artes Visuais, em dezembro de 2010 para organizarem o planejamento das aulas de música para o ano de 2011. Os professores então elaboraram um documento explicando que a lei trata do conteúdo música no ensino de Artes e não da disciplina Música. Também relatamos sobre a especificidade de cada linguagem,  e que o que já acontece nas aulas é a interface das linguagens música, teatro e dança com a artes visuais. No caso específico da música o que os professores têm feito é, ao ensinar sobre a festa do congado (cultura popular muito forte em nossa cidade), por exemplo, apresentam as cores, as formas, a composição do espaço e também as músicas que são cantadas, sem apresentarem os conteúdos específicos dessa linguagem, pois a ênfase é nas artes visuais. No caso da arte contemporânea essa interface fica ainda mais evidente pois, vários trabalhos expostos na Bienal de São Paulo no ano passado tinham som. Isso sem citar os vídeos. Após receberem o documento com todas essas explicações a Secretaria de Educação passou as aulas de música para o professores de literatura e ofereceu curso em uma instituição particular de ensino, pago pela prefeitura.

Precisamos de um documento, talvez redigido em conjunto pela ABEM e FAEB e encaminhado ao MEC para se tornar parecer, que norteie as Secretarias de Educação em todo o país. Talvez assim poderemos ter mais segurança para lidar com esse assunto.

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Esqueci de contar que na Rede Pública Municipal em Uberlândia a disciplina é ministrada desde a Educação Infantil por professores habilitados em Artes. Isso porque os cursos de Artes Visuais e Música da UFU têm mais de 30 anos de existência. Mesmo assim, a maioria dos professores é de Artes Visuais, pois a formação em música priorizou por muito tempo a formação de professor para trabalhar no Conservatório Estadual de Música.

Continuaremos nos falando...

Monica Mesquita

Oi Pessoal,

Sempre que vem a toda questões como esta deste debate, me angustia ver como o ensino das artes é visto de forma equivocada e deturpada até mesmo por muitos colegas da nossa área de Artes. E como ainda temos problemas a serem resolvidos.

Não sei se representa alguma vantagem a obrigatoriedade do ensino da Música nas escolas. Aliás como já foi citado por alguns colegas isso já era previsto nos PCN’s de Artes porém muitas vezes os PCN’s não são cumpridos. Porque a grande maioria dos professores de Artes nas escolas são formados em Artes Visuais. E/ou a maioria de nós ainda se sujeita a ser um professor polivalente TOSCO  em Artes.

Mesmo que nossa formação não nos habilite a isso, tendando enganar a nós mesmos e aos nossos alunos. Mesmo porque este pseudo professor polivalente sempre puxa a sardinha para a sua formação específica o que acho até muito obvio. A gente ensina aquilo que sabe.

Neste momento de debate, primeiro é preciso repensar a nossa identidade e o próprio termo “PROFESSOR DE ARTES e/ou ”ARTE-EDUCADOR”, Eu nunca gostei destes nomes, primeiro porque ao meu ver são termos muito genéricos e representas a imagem de um professor POLIVALENTE. E só contribui para banalizar a  Arte e/ou a disciplina ARTE, dentro e fora do âmbito escolar. Aliás acho no mínimo PICARETA, no Brasil qualquer um achar que é professor de Arte. Sinto isso por parte de profissionais das mais diversas áreas, como de Pedagogia, Letras, Educação Física, História, etc.

Lembrando que com todo o respeito mas os profissionais destas áreas citadas NÃO SÃO profissionais e/ou professores de Artes.

Não vejo professor formado em Artes tentando se passar por professor de educação física por exemplo. Mas já vi gente de toda área tentando se passar por professor de Arte. E isso é INACEITÁVEL. É como se fosse muito fácil ou não precisasse nenhuma formação para ser professor de Arte.

Eu por exemplo não sou professora de Artes, apesar de poder desempenhar este cargo. Sou professora de Teatro, pois sou graduada em Teatro (licenciatura), tenho formação ainda nas áreas de Dança e Audio-Visual podento trabalhar como professoras nestas áreas. Mas não me aventuro a dizer que sou professora de música, porque não sou (mesmo tendo feito 3 anos de canto em escola de música). E adorando o teatro musical. O ensino da música é muito mais complexo do que colocar os nossos alunos para cantar uma cantiga de roda.

Acho que antes de mais nada é preciso que nós  professores de Artes sermos mais éticos e respeitosos com os colegas da nossa área não nos julgando expert’s em todas as áreas artísticas, apenas e muitas vezes apenas para mantermos os nossos empregos.

Acredito que a obrigatoriedade do ensino da música só vai valer a pena com professor qualificado para isso. De preferência um graduado em música (licenciatura). Se faltam profissionais nesta área é preciso pensar em um grande “mutirão” do governo e MEC para formar tais profissionais, com oferta de cursos a distância por exemplo. Se alguém quer ser professor de Música que vá estudar música.

Não adianta fazer uma lei obrigando um conteúdo se o Governo não contrata profissionais habilitados e/ou qualificados para ensinar este conteúdo. Ou contrata pessoas sem competência só para tampar buracos. E fingir que a lei está em prática.

Também não podemos deixar o “fantasma” do professor Polivalente voltar. Fantasma aliás que  nem mais  deveria mais existir. Porém infelizmente muitos professores da Artes contribuem para a  polivalência em Arte continue a existir . Fazem isso ao tentar ensinar na maioria das vezes de forma tosca um conteúdo que não tem formação.

Se o MEC separou a área de Artes em formações específicas em Música, Teatro, Dança e Artes Visuais, é preciso  também repensar o futuro da disciplina Arte no âmbito escolar. E assim como já vem sendo feito em várias cidades do país, que seja contratado no mínimo 4 professores formados nas quatro linguagens (Dança, Teatro, Música e Artes Visuais). É preciso repensar a nossa carga horária e até mesmo a forma de ensinar. Acredito ser muito mais produtivo se as escolas tivessem por exemplo: 1 grupo de Teatro, 1 Grupo de Dança, e 1 grupo Musical (coral e instrumental) por exemplo, para incentivar os alunos a praticar.  Pode parecer sonho ter isso em todas as escolas do país... Mas eu acredito que basta vontade política para que isso aconteça..

Como exigir que um graduado em Dança e/ou Artes Visuais, ou até pior professores de outras áreas dê aulas de Música por exemplo?

Não adianta nada a obrigatoriedade do ensino da Música nas escolas, se este é feito por um professor de outra área como literatura, ou sem formação específica na área de música. É muito acomodamento e  até falta de interesse político da nossa parte como profissionais aceitar isso. É desvalorizar e descredibilizar os cursos de formação e qualificação em música principalmente as graduações nesta área. É desvalorizar tudo que já foi conseguido no ensino das Artes (e aqui me refiro a todas as linguagens) até agora.

Arte é uma área de conhecimento.

Para que sejamos respeitados precisamos nós mesmos respeitar e fazer respeitar nossa formação e a de nossos colegas. Exigindo a contratação não de professores de Artes, mas de no mínimo 4 professores especialistas em cada uma das linguagens da Arte nas escolas. (Dança, Música, Teatro e Artes Visuais).

Abraços

Monica Mesquita
Atriz e Professora de Teatro e Cinema.
Graduada em Artes-Teatro
Pós Graduanda em Dança
Pós Graduanda em Artes Visuais Cultura e Criação

Sara Rocha Rangel
Vila Velha, ES.
Boa noite pessoal!
Quero compartilhar um pouco sobre os materiais que utilizamos em sala de aula.
Só para constar: a Instituíção é Privada.

Instrumentos Musicais (Particular, empréstimo, doação e institucional): teclado, violão, violino, flauta, berimbau, casaca, xilofone, tambor, chocalho, pandeiro, agogo, afouxe, pau de chuva, bateria, sanfona, etc.

Instrumento do Aluno: Flauta doce. Aqui vale ressaltar que não temos como ideal a formação de flautistas! Nosso aluno utiliza a flauta doce em vários momentos lúdicos ou não, uma delas também privilegia a leitura de partituras musicais facilitadas, além do jogo da prática por imitação, etc. Ano passado, 1º ano de utilização do instrumento de maneira coletiva, foi bacana. Como temos 1 encontro por semana para desenvolver os conteúdos e eventos/projetos transdiciplinares, posso dizer, com certeza que tivemos no máximo 10 encontros direcionados à prática da Flauta. O resultado: o 4º e o 5º ano executaram de 5 a 7 músicas de nível facilitado (Mário Mascarenhas, Suzuki, entre outros).

Material pedagógico: utilizo tudo que me vem à mão e que me remeta a Arte Musical. Faço uso de cds, vinis, fotos, vídeos, obras de arte, jogos,livros, brincadeiras de roda, temáticas transdiciplinares como a Fração (Matemática), corpo humano (corda vocal), Lutas (Capoeira), Ciências (ondas sonoras) etc. Para isso, preparo as aulas com antecedência a fim de agendar os espaços disponíveis da escola.

Cada aluno também traz um caderno pautado para a escola a fim de registrarmos pesquisas, conceitos, atividades, etc. NÃO FAZEMOS USO EM TODAS AS AULAS. Não é nossa pretensão!
O registro das aulas ocorre por meio do caderno, fotografias e MEMÓRIAS!

Sei que no contexto brasileiro somos privilegiados por termos suporte para as diversas ações idealizadas. Desde 2010 formatamos um projeto para Concertos Didáticos promovendo a vinda de diferentes grupos musicais para o espaço escolar (gratuito ou não). Já tivemos aqui: banda de congo, bateria de escola de samba, Camerata do Sesi ES. Em 2011, desejamos mais! Quem puder se apresentar... BEM VINDOS! Outro projeto da nossa fase é o trabalho com pequenos musicais tomando como base o Projeto literário de cada Ano (2º ao 5º EF.1). Temos ainda o Talentos em Cena... sempre surpreendente!

É isso. Falo demais!
Abraços a todos

Sara Rocha Rangel
Vila Velha, ES.
O material pedagógico da Brinqtoc é um auxílio e tanto em sala de aula. Para quem quiser conhecer eis o site: http://www.brinqtoc.com.br/
Eles são de minha cidade... por isso valorizo!
Abraços.
Sinara Maria Boone

As discussões por aqui seguem intermináveis, pois há divisão de opiniões e interpretações da lei por parte das secretarias e professores. A opinião do Polo  UCS é a de que precisamos manter o foco nas áreas de nossa formação.

Compreendemos que a lei auxilia e garante espaços para que, além das Artes Visuais a Música, a Dança e o Teatro também sejam trabalhados nas escolas, mas no caso da regulamentação do Ensino de Música, esse só se tornará eficaz e significativo se for ministrado por profissionais competentes, ou seja, capacitados para tal função.

Nossa sugestão é que a luta seja pelo respeito à categoria do professor,  mediante a contratação de profissionais com formação específica para cada área, mesmo que isso demore um tempo.

Importante pensarmos que: Não vemos um médico especialista em coluna receitar remédios para curar quem tem problemas de visão... ou um mecânico dar palpites na engenharia civil... por exemplo.

A maioria dos profissionais da nossa região tem formação em Artes Visuais e muitos ainda apresentam necessidade de atualização de seus conhecimentos na  área...   por isso, estamos sugerido que, se for possível enriquecermos as nossas práticas em arte educação integrando algumas possibilidades da música, dança, teatro, (de acordo com o nosso conhecimento para tal)...e provisoriamente, ok.  

Mas concordo com a Eliane... polivalência é coisa do passado.

Abraços do Polo UCS.

ps. Solicitamos aos professores com formação em Música para participarem do Fórum indicando materiais para o estudo específico, auxiliando que está a caminho da especialização na área e falando sobre a conquista desse espaço nas escolas.

Teca Alencar De Brito
Boa noite a todos!

Ao ler tantas importantes reflexões, percebo que o tema deste Fórum favorece pensar e repensar muitos aspectos relativos à educação em nosso país e à área de Artes, especialmente.
Eu compartilho a preocupação de todos no que diz respeito à questão da volta da música à escola.
Se já conseguimos que as Licenciaturas tenham voltado a focar a especificidade de cada área, em lugar do generalista curso de Educação Artística, é contraditório pensar que professores de artes visuais, como exemplo, devam se responsabilizar pelas aulas.
De fato, como eu já disse, este é um momento complexo. Misturam-se concepções, proposições, o velho e o novo...sem que ainda tenhamos um quadro claro do que vai acontecer (e como!).

Ao longo de vários anos,  profissionais da área da educação musical mobilizaram-se para reverter o cenário da polivalência e para trazer a música de volta para a escola de uma maneira mais efetiva (lembrando que não estou dizendo que a música ficou totalmente fora, é claro!). A lei 11769/08 foi aprovada contando com a adesão de músicos e muitos são professores também, mesmo não sendo licenciados. Passamos, então, a uma nova fase, ainda em curso, em busca da efetivação da lei. Processo complexo, vale lembrar, por conta de todos os pontos que já foram apontados tantas e tantas vezes.
Nossos cursos de Licenciatura formam poucos alunos em cada ano. Sou professora na USP e posso dizer que não passam de 10 os Licenciados a cada ano. Claro que outros cursos formam número maior de alunos, mas ainda muito longe da necessidade. Desse modo, é preciso buscar caminhos.
Mas como bem disse a educadora musical Marisa Fonterrada, quase 40 anos sem música como disciplina não poderão ser resolvidos de imediato, ou em tão curto prazo.

Ao que parece, as escolas poderão organizar suas grades curriculares, o que implica em escolhas, já que não existe uma determinação a respeito, ou seja: quando música, quando artes visuais, teatro etc

Ainda não temos respostas. No início da semana aconteceu um encontro em Brasília, como eu havia comentado, e o relato de uma participante aponta para planos de indeterminação, de buscas de caminhos.

Ainda assim, sou otimista! Fazer música é muito bom e seria ótimo que todos tivessem a possibilidade de experimentar e transformar a relação com sons e silêncios. Escutando, pesquisando gestos produtores de sons, transformando materiais em instrumentos musicais, integrando sons e movimentos, dançando, desenhando o som, acercando-se da produção musical da humanidade, inventando canções, improvisando etc etc etc. Entrando no jogo, a bem dizer.
Mas com (e por) vontade e não sob a força de uma lei!
abs
Teca



13203 visualizações | 80 respostas Faça login para responder