Forum
Raquel Montini Zampolli

Olá pessoal,faz tempo que não participo desse fórum e achei o assunto muito pertinente, principalmente quando vejo que tem olhar crítico tanto positivo como negativo. A proposta chegou sem avisar e trouxe consigo conteúdos contemporâneos e propostas de experimentos artísticos inovadores, mas também tem muitas falhas, quando aborda temas como teatros, festivais, cia de danças etc, do qual muitos professores desconhece e os sites oferecidos como suportes, nem sempre são acessíveis, e quando são, a sala de informática não é, ou seja teríamos de fazer gravações para levar até o aluno por meio de DVD que é o recurso mais disponível que temos para abordar o tema ludicamente. O que anda na contramão são os recursos que "aparentemente" estão disponíveis mas na prática inexiste, ainda funciona bem o que o professor leva de casa...A SEE poderia ter enviado os conteúdos em formato de DVDs por séries para que todos professores utilizassem a informação para a formação dos alunos. Cursos também deveriam estar sendo oferecidos de apoio pois sei que muitos colegas não utilizam a proposta por não dominar o conteúdo. Sinto falta de abordagens da História da Arte como conhecimento e cultura, e pelo bem do ensino público, espero que despertem a visão, pois percebo que escolas particulares estão trabalhando História da Arte com Movimentos Contempôraneos em conjunto e preparando bem alunos para enfrentarem as provas de conhecimento como vestibular, Enem e etc.Já tivemos muito tempo de ensino eletista, não podemos voltar nos mesmos erros. A proposta dá margem para aprofundar em conhecimentos, que não comporta  com duas aulas semanais então selecionamos o que aprofundar, o que trabalhar como experimentos com os alunos, isso sem contar com materiais extras que recebemos como os o Material Educativo para o professor propositor, Festival do Minuto, livros  e etc. Gosto de ser professora, faço muitos cursos, o ano passado fiz da Rede Aprende com a Rede E.M., esse ano fiz da 29ª Bienal de Arte, estou fazendo a Pós da Redefor, e acho que a opinião sobre os assuntos tem que ser crítica, se não pouco vale.

Ivania Francisca Baptista
A maioria dos professores de Arte tem encontrado grande dificuldade em interpretar a apostila por não ter uma explicação de comoos autores planejaram o curriculo em artes. Mas isto não impede que o professor de arte seja um pesquisador e coloque em pratica o que um artista tem seu sangue , que é a veia artistica que improvisa, que procura, que ama o que faz, e isto é ser um professor de Arte
Roseli T Raimundi

Acredito que em nosso estado-SC a proposta Curricular em Arte comtempla a diversidade, no entanto, percebe-se que o que está  faltando são momentos de encontros destinados aos arte-educadores estarem planejando, discutindo e  socializando suas experiências e práticas pedagógicas. Faz-se muitos cursos, mas quase todos são direcionados a educação, e  como já saí da Universidade a algum tempo, percebo que acabamos nos distanciando um pouco.

João Batista Da Silva
Ao ler os comentários das colegas de curso percebi que todas ficaram muito satisfeitas com estes nossos encontros. Também percebi que a proposta foi inovadora....porém tivemos bastante dificuldades, que tem sido superadas a medida que somos oportunizados a novas formações e trocas de experiências. Tem sido muito profícuo. João
João Batista Da Silva
Perante as dificuldades , a nova proposta tem insitado os professores a serem pesquisadores. Isso é muito bom pois irá tirar alguns da zona de conforto.
Regiane Maximiano

É uma proposta nova que nos faz ser constantes pesquisadores, um currículo dinâmico, ousado, com novas oportunidades de conhecer a arte que vivenciamos hoje. Um curriculo desafiador para professores acostumados a trabalhar somente com caderno e a história da arte. Finalmente hoje temos um excelente material de apoio para trabalhar arte em sala de aula, aulas diversificadas trabalhando com todos os territórios, a única reclamação é não ter esse material para a turma do ciclo I. Infelizmente não são todos os professores que aceitam essa nova proposta, mas, fica uma dica para os que não aceitam, procuram ler o caderno do professor, elaborem suas aulas a partir dos cadernos, as aulas acabam tendo uma grande aceitação e participação dos alunos e os resultados finais são fantásticos, pesquisem os videos, as músicas na internet e leve para a sala de aula, só falar nçao adianta nossos alunos precisam ver... afinal a grande maioria só tem acesso a arte em nossas aulas então deêm essa oportunidade a seus alunos. Um grande abraço, e continuem lutando pela nossa educação.

OBS; Infelizmente não consegui postar algumas atividades que desenvolvi em sala de aula

Viviane Rodrigues

Olá Solange!

Sou professora de Arte de Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro e minha proposta de trabalho baseia-se na proposta triangular de Ana Mae. Minha prática vem mostrando que este é o melhor caminho para fazer com que o ensino de arte ocorrra de forma prazerosa e significativa para os alunos e tenho obtido bom resultados.

Infelizmente muitos professores não percebem a importância desta proposta para que a escola avance no ensino tradicional, mas felizmente há pessoas como nós!!!

Deve ter sido emocionante o encontro com a Ana Mae, fico feliz por vc!

Abraços

Viviane

solange sueli do nascimento lemos escreveu:

Olá a todos ! Primeiro sou professora da rede municipal e atualmente estou cursando pedagogia em uma faculdade privada na minha cidade ,e algumas das disciplinas que estou cursando na mesma exigem observações e regências . E é com profunda tristeza que vejo o descaso que é dado ao ensino de arte dentro da maioria das escolas e também nos cursos de pedagogia por parte dos estudantes, que mesmo tendo acesso a pesquisas que comprovam a eficiência da disciplina no desenvolvimento cognitivo dos discentes ainda existe muito preconceito com a disciplina. Pesquisas apontam a eficácia da disciplina no desenvolvimento pleno do indivíduo ,tive o prazer de durante um evento de apresentação de um documentário sobre a vida de Ana Mae barbosa conhece-la pessoalmente e foi uma experiência riquíssima ,pois a mesma se trata de um ícone da arte educação no Brasil . E particularmente concordo com a proposta do ensino de artes trazido pela mesma ,que é uma proposta baseada em três pontos chaves : o leitura , contextualização e fazer artístico ,sem seguir ordens desses das etapas pois segundo BARBOSA não é uma receita e sim uma proposta para ensinar arte na escola.


Silvana De Sá Almeida
Olá,pelo que observei tanto no curso, como nos comentários ,as grandes dificuldades dos professores é intender a propsta para poder trabalhar em sala de aula,e junto com a interpretação está uma questão grande que é o comodismo,ou seja ,"cheguei na aula abri a apostila e bumm!!!vou trabalar com uma aula prontinha",e é justamente o oposto ,o professor precisa preparar,pensar e articular o conteudo da apostila para poder obter um bom resultado em sala de aula.E assima de tudo ,o professor precisa ser artista,criativo!!!!
Solange Flores De Sobral De Oliveira

Toda a mudança gera polemica porque o novo assusta, é preciso sair da zona de conforto e buscar novos caminhos.  A proposta é um norteador para o professor onde ele tem que ler o caderno do professor antes da aula, pesquisar e planejar como irá realizar a atividade proposta ou até mesmo criar outra com os mesmos objetivos, competências e habilidades, porém dentro da realidade de cada escola e serie em que atua. Isso dá trabalho requer pesquisa, atualização continua e nem todos querem ter trabalho ou dispor seu tempo para isso.  Tenho participado de formação continuada para ampliar os meus conhecimentos e trocar experiências com os participantes, a concepção da proposta que hoje é o currículo oficial do estado de São Paulo é ousada e ao mesmo tempo conhecida, porque ela criou um mapa no território das artes para ser trabalhado durante todo percurso de formação do educando .

                Estes conteúdos já eram trabalhados por alguns professores, porém de forma descontextualizadas e o currículo faz o elo ao fazer o mapeamento e colocando todas as linguagens das artes, claro que tudo isso assusta porque a maioria dos professores tem formação em artes visuais e ficam apavorados em  pensar que tem que dar aula de música ou de dança, que não faz parte  sua formação .

                Implementação da proposta passou nestes dois anos por alguns ajustes, como revisão, criação do caderno do aluno, envio de material para o acervo da escola especifico de musica e dança, projeto cultura é currículo, lugares de aprender :  A escola sai da escola , o cinema vai a escola  e escola em cena.

 

 

Suely Crispim Da Silva De Souza
♥Olá!
♥Agradeço a todos responsáveis pelo curso. Este curso foi muito importante para acabar com minhas inquietudes. Esta Proposta veio para auxiliar os educadores a criarem liames entre todas as fontes, estabelecendo um terreno de sustentação para o desenvolvimento das capacidades globais do aluno♥
Ana Paula Vitoria Azevedo

Olá a todos!

          É um grande prazer para mim estar participando deste fórum com meus futuros colegas de profissão, tendo em vista que estou ainda "tomando o leitinho da educação" pois estou cursando apenas o primeiro semestre de Artes Visuais, mas ao meu ver estou começando de uma forma brilhante e elucidadora, pois frequentando este curso sobre a Metodologia dos Territórios da Arte no qual as palestrantes são pessoas com uma bagagem muito rica, tenho o grande privilégio de observar que já estou aprendendo os conceitos (territórios), os quais, educadores de longa data ainda se encontram confusos em sua aplicabilidade.

Infelizmente, me entristece ver um depoimento tão negativo como o nosso colega neste forum que rejeitou os cadernos. Eles são apenas norteadores. Como foi dito pela brilhante Gisa Picosque: " ...só vamos sair do cristalizado se formos educadores executores, precisamos estar estudando constantemente para dar aula, não existe o já sei" "temos que ensinar a criança a pensar!" "O problema não é o Caderno, é a mudança do modo de lecionar, ele é apenas um impulsionador no modo de dar aula e visa a arte contemporânea e somos nós que temos que mover..." Miriam Celeste diz: " é vital, os Cadernos não podem engessar o professor, não foram criados para fazer tudo que está em seu conteúdo... precisamos fortalecer a percepção, é mais do que observar, é observação e cognição..." Isto entre tantas outras palavras de sabedoria que ouvimos neste curso que para mim, tem sido maravilhoso!!!

Dicas; tenho assistido aos vídeos da DVDTECA, que estão disponíveis na biblioteca da UNICSUL, os aconselho a todos pois trazem excelentes conteúdos e boas idéias para nossas aulas. E outra dica é adquirir o livro Teoria e Prática do Ensino de Arte - A Língua do Mundo, Editora FTD, de Miriam Celeste Martins, Gisa Picosque e M. Terezinha Telles Guerra, é um livro super esclarecedor (não estou ganhando nada por fora, é que é bom mesmo! rsrsrsrs).

Aproveito a opotunidade para agradecer a Deus, em público, por ter como professora, desde o ínício da minha carreira, um espelho, uma pessoa que respira a arte-educação e que emana amor no que faz! Obrigada Solange Utuari!   

Um grande abraço a todos!

Andreia Edina Barboza Da Silva

       Tenho visto que a grande maioria dos educadores estão tendo muitas dificuldades em entender a proposta curricular. Acredito que são alguns fatores que levam a todas as duvidas de como utilizar os territorios da arte são: a falta de uma preparação de professores; a falta de reciclagem ,pois o conhecimento nunca deve cessar, o educador tem que estar em continua busca do conhecimento e aprimoramento; falta de inspiração e criatividade (de alguns).

       Neste curso, tivemos a oportunidade de entender e conhecer melhor a proposta curricular, que nos dá idéias de percursos a serem seguidos pelo educador, mais não te dá uma aula pronta, o professor tem que pesquisar, desenvolver a sugestão dada. de acordo com a linguagem que  o educador tiver mais familiaridade, ele pode começar a desenvolver o percurso, não se esquecendo das outras linguagens teatro, dança, música além da linguagem visual.

        Particularmente  por eu estar cursando a universidade, não tenho tanta dificuldade de entender a proposta pois tudo vem do nosso aprendizado e assimilação do conteudo, por isso vejo que somos como a esponja que absorve a agua (conhecimento), e vamos molhando os alunos com a água.

Cleide Rodrigues Da Costa

Primeiramente agradeço a oportunidade de participar deste curso que nos traz infinitos caminhos para o conhecimento na aréa de artes.

Com muitas dificuldades, por que aqueles professores mais antigos na rede, não conseguem lidar com as mudanças. A maioria dos professores querem já uma aula montada e na verdade o caderno do professor é um inicio do caminho a ser seguido, mas temos que nos aprofundar mais no assunto, temos que pesquisar e buscar outros caminhos para dar continuidade nas aulas.

O caderno do professor é ótimo, mas não deve ser usado sozinho, temos que buscar outras  fontes de conhecimento como, DVD teca,ler bastante, ir em museus essas coisas.

Essas palestras para mim foram ótimas pois tiraram muitas dúvidas que eu tinha, e me ensinaram a buscar outros caminhos, pra que eu não fique presa há uma coisa só, mas tente cada vez mais aumentar meu repertório, para passar o máximo de conhecimento que eu tiver para meus alunos.

A proposta curricular ótima,mas é uma novidade e tudo que é novo causa extranhamento e dificuldade no ínicio,mas acredito que daqui mas alguns anos os professores estaram tirando de letras o que se pede na proposta e até mesmo fazendo além do que ela pede, só precisa na verdade é de um pouco de boa vontade.

 

Silvana De Sá Almeida
Para ser Professor ........... Não existe receita, apesar de seguir regras, não possui segredos, apesar de uma certa psicologia, não é um oficio para todos, pois requer um certo geitinho. Trabalho com alunos do ciclo i do ensino fundamental, dos meios e delicados aos revoltados se descobrindo como adolescentes e graças a Deus não possui muitas dificuldades, pois dentro do planejamento procuro sempre adequamos as ativa algo do agrado e preferencial dos mesmos para alcançar o objetivo desejado inicialmente. Pelo que entendi até agora a dificuldade dos colegas em relação a proposta curricular é o tempo para se planejar; os materiais disponível na escola; e o tempo estipulada para aplicações. Tive pesquisando e observando alguns detalhes dos cadernos e acredito que se os colegas "conseguirem um período para se articularem " em relação a proposta sem se preocuparem com o tempo das atividades do trabalho Bimestral e conseguir adequar e incluir as propostas do Bimestre num único trabalho seqüencial, o caro colega ao Final do trabalho conseguirá um bom resultado, não esquecendo que há sempre a necessidades de Mostra e conversa sobre o hoje dos alunos para se chegar no objetivo geral , pois acredito que só com essa parceria o aluno e profº nos dias atuais o profº consegue bons resultados. Afinal é eles que precisam aprender, mas nós que aprendemos a cada dia. Não podíamos esquecer que iniciativas para colaborar com nossa reciclagem é sempre bem vindo !!!!
Camila Dos Santos Ribeiro

Boa Tarde!

Sou professora da rede municipal de ensino de Poá, e lá utilizamos desde o início deste ano o sistema apostilado Positivo. Assim como a proposta curricular do Estado, esse sistema traz propostas a partir de temas e linguagens que norteiam a prática educativa. 

Temos percebido na fala de alguns professores, um certo descontentamento com esse “novo jeito” de mediar suas aulas, mas creio que isso não se faz por conta dos cadernos elaborados pelo estado e sim por uma inércia acumulada na educação brasileira de um modo geral.

Prova disso é o chavão mais ouvido de todos os tempos nessas discussões de arte educação, que reside na máxima de “Como é que o professor com formação em artes visuais vai dar conta de ensinar música, dança e teatro?”

A reposta é simples: Pesquisando, estudando e apreciando as quatro linguagens minimamente estabelecidas pelos PCN’s. A verdade é que muitos sequer têm afinidade, ou gostam das quatro linguagens. Será que todos os professores vão realmente assistir a espetáculos de dança ou teatro por vontade própria, fora do contexto escolar?

Esse é o primeiro passo a ser mudado, ademais é preciso despertar para o contemporâneo e entender que o papel do professor de Arte é esse mesmo, o de proporcionar muito mais do que aprendeu na faculdade. Nessa área não dá para estagnar. A arte se renova a cada dia e é preciso acompanhar essas mudanças, para que não nos tornemos APENAS contadores de histórias de uma Arte de outros tempos.

12242 visualizações | 125 respostas Faça login para responder