Forum
Sergio De Abreu
Boa tarde, concordo com alguns colegas que acham que um pedagogo não pode cobrir cem pocento as aulas de artes, vou mais fundo nesta questão vc tem que ter propriedade no que encina, para não deichar lacunas,alem de ser formado em artes o professor deve ter uma atuação artistica fora da sala de aula, para dar um suporte melhor em sua aulas diarias, que é o meu caso.
Alem disso pegamos salas de aulas que os alunos não sabem nem as cores primarias, e é a mesma historia, há o professor(a) do ano passado não deu nada só desenho livre (alunos).
O desenho livre é uma boa ferramenta de diagnosticos, mas esta sendo usada como conteudo por eventuais e pédagogos, por falta de formação na area de artes.

comentem

abço

sergio
Lilian De Cassia Nascimento
Sou arte educadora e estou na educação há bastante tempo ( não vem ao caso ). Gosto muito de trabalhar as linguagens de forma lúdica e procuro entrelaçá-las ao desenvolver um projeto. Trabalhei na rede particular, no estado ( exonerei ) e estou na rede municipal de SP desde 1998. Acredito que uma das maiores dificuldades que temos é ter uma sala ambiente, o que acho essencial. Temos alunos que são muito criativos que gostam de arte, mas alguns ainda têm uma idéia preconceituosa de que as aulas são chatas . Embora isso não seja uma prática comum, ainda temos barreiras há serem quebradas com os próprios colegas, das diferentes áreas do conhecimento. Em Sâo Paulo o município trabalha com o norteador ler e escrever há alguns anos , e nossos esforços são de fazer com que a linguagens visual seja mais uma forma de leitura. Temos poucos recursos físicos e ainda poucas aulas, duas no ensino fundamental II e apenas uma no fundamental I.
Altemir

Oi Rita, qual seu e-mail?

rita de cassai lemos bareia escreveu:

Olá, meu nome é  Rita Bareia, sou professora do estado de São Paulo, leciono desde a 5ª série até o 2º ano do ensino médio.

O currículo do estado de São Paulo em Arte tem como eixo norteador o mapa dos territorios da arte. os territórios são: materialidade, processo criativo, saberes estéticos e culturais, patrimônio histórico, forma e conteúdo. estes saberes se cruzam e se conectam. O curriculo apresenta questões interessantes como abordar a arte contemporânea levando o aluno a reconhecer o que é arte, a possibilidade de analisar a obra de arte através das multiplas linguagens pois trabalha com as artes visuais, teatro, dança e música.

O governo manda ao professor uma apostila baseada no conteúdo referido acima. Na apostila do professor tem sugestões de atividades.

No início achei dificil aplicar todo o conteúdo pois a minha area é as artes visuais e não tenho "intimidade" com a música, teatro ou dança, até questionei, será que eles querem de volta o professor polivalente? Depois de algumas pesquisa e depois do curso a Rede aprende com a rede, entendi que podemos ir mais a fundo no conteúdo que temos maior afinidade e comento aqui o que diz MacDonald citado em Contreras em relação ao ensino   : "O ensino não é a aplicação do currículo, mas a contínua invenção, reinvenção e improvisação do currìculo"

Para Contreras o ensino é uma prática reflexiva, o currículo está sempre em processo de construção e transformação. o currículo enquanto expressão de uma intencionalidade educativa realizável na prática, liga-se a prop´ria ação docente por meio da qual se realiza e se reconstrói, submetendo-se ao julgamento da prática. O currículo atua portanto, como mediador na relação entre idéias e ação nos processos de ensino"

Ao meu ver, são sugestões de uma proposta de ensino e não algo ingessado da qual não podemos intervir e construir uma "metodologia que é a nossa cara", podemos acrescentar algo na prática e até conteúdos e também repensar tais conteúdos e práticas educativas através de nossos diários de bordo, é um aprendizado permanente até para nós professores, não digo que é um trabalho fácil, acredito que é um trabalho de "formiguinha" mas precisamos educar através da arte!

 



Angelita Aparecida Pereira
Olá colegas arte-ducadores, olá Gilvânia, este tema é mesmo muito pertinente. Apesar dos CBCs de Arte e PCNs darem uma orientação quanto aos conteúdos, cada região tem uma realidade diferente e uma cultura local que deve ser respeitada. Precisamos de um currículo mais adequado às necessidades cotidianas dos alunos.
Paulo Cesar Marques Assumpção

Oi, pessoal,

Eu penso que a grande dificuldade de boa parte dos professores de arte em compor um currículo vem, além dos vários motivos já explanados aqui, também da baixa qualidade dos chamados livros "didáticos" de arte. A bibliografia em nossa área é bastante rica no que toca à parte teórica relativa ao ensino da arte. Mas quando chega o momento do embate em sala de aula, aquela hora de transformar os conceitos no dia-a-dia, de colocar a mão na massa, aí (desculpem a gíria) o bicho pega .......... 

Primo Alex Gerbelli
Oi a todos, este é meu primeiro comentário neste forum, sou professor e coordenador de arte em uma escola particular de São José dos Campos, SP, tenho como prioridade este semestre elaborar uma linha de trabalho em arte para toda a escola (curriculo?) e estou encontrando muita dificuldade em integrar as 4 áreas e construir algo que garanta o mínimo e possibilite o máximo para as crianças, independente das particularidades de cada profissional! Alguém tem alguma dica?
Raquel Nogueira De Souza

Fórum: Currículo escolar em Artes Visuais.

 

É realmente uma grande pergunta: “É possível estruturar um currículo ideal para arte?”

Esse fórum traz uma serie de questionamentos, vamos a alguns:

  1. Será que estamos aguardando formulas para ensinar arte?
  2. É importante para um arte educador ser produtor de arte?
  3. É importante não esquecer que arte educador é eterno pesquisador?
  4. É importante esquecer o titulo de professor e adotar o titulo de Arte Educador?

 

Não é possível ensinar sem saber. É importante pesquisar e usar essas ferramentas eletrônicas que são muito úteis e disponíveis, mas também é importante ir ao museu, teatro, cinema, concertos, cidades históricas, etc. Descobrir qual a sua habilidade artística para assim despertar nos alunos as habilidades deles.

“Não se da o peixe e sim se ensina a pescar”.

Os cursos de graduação não dispõem de formulas e sim de noção de pesquisa e propõem teorias e praticas de arte.

 

Um currículo não deve ser um mapa a ser seguido e sim conteúdos a serem abordados, ficando a critério do professor uma pesquisa de qual será o melhor caminho, formato, forma e conteúdo, entre outros, a serem abordados com os alunos.

A proposta curricular do estado de São Paulo que se referindo a arte foi elaborada com base na “ramificação” da arte deixando disponível ao professor a ensinar o método que ele melhor dominar por bimestre, e vale ressaltar que é muito triste ver esse material no lixo ao final do ano sem nem ao menos com o nome dos alunos por descaso e ou falta de informação do professor.

É penso que

É importante para um arte educador ser produtor de arte.

É importante não esquecermos que como arte educadores somos eternos pesquisadores.

É importante esquecermos o titulo de professor e adotar o titulo de Arte Educador.

 

“triste é aquele que acha que um problema

só tem a solução da matemática”

A matemática nesse caso seria a formula que estamos esperando para ensinar arte sem pesquisa.

Acho linda esse iniciativa de trocar figurinhas neste fórum, mas é importante fazer lembretes também.

 

Raquel Noz

Arte Educadora.

Rita De Cassai Lemos Bareia
Olá Altamir,

meu e-mail é ritabareia@gmail.com
Bruno Fischer Dimarch

Essa questão da sala ambiente é muito importante, penso que essa deve ser uma bandeira levantada por todos. Nós colegas de área, (linguagens, códigos e suas tecnologias) a disciplina de Educação Física, têm um espaço digno e legítimo, e nós precisamos lutar pelo nosso.

Em uma escola do Estado que lecionei, havia uma sala de arte com pia, bancada, carteiras-cavalete e banquetas para aulas de artes visuais de um passado distante - e digo distante pois já havia algum tempo que uma boa alma havia pregado os cavaletes nas carteiras de modo a não poder mais erguê-los.

Penso (sem nenhuma certeza) que talvez a Arte tenha perdido seu território de prática justamento por ter se legitimada como área de conhecimento.

Quanto à Arte com ênfase em leitura (na Prefeitura da capital paulista), é preciso tomar muito cuidado para não se tornar uma aula muito direcionada e explicativa, perdendo muito do que a disciplina pode oferecer em suas especificidades e suas potencialidades que ela pode dispertar, mobilizar e expandir na relação de nossos alunos com a vida. É uma escolha da política educacional e é sempre bom observar as múltiplas faces de uma escolha. O mesmo é válido para as diversas concepções de Currículos de Arte espalhados pelo Brasil.

Lilian de Cassia Nascimento escreveu:

Sou arte educadora e estou na educação há bastante tempo ( não vem ao caso ). Gosto muito de trabalhar as linguagens de forma lúdica e procuro entrelaçá-las ao desenvolver um projeto. Trabalhei na rede particular, no estado ( exonerei ) e estou na rede municipal de SP desde 1998. Acredito que uma das maiores dificuldades que temos é ter uma sala ambiente, o que acho essencial. Temos alunos que são muito criativos que gostam de arte, mas alguns ainda têm uma idéia preconceituosa de que as aulas são chatas . Embora isso não seja uma prática comum, ainda temos barreiras há serem quebradas com os próprios colegas, das diferentes áreas do conhecimento. Em Sâo Paulo o município trabalha com o norteador ler e escrever há alguns anos , e nossos esforços são de fazer com que a linguagens visual seja mais uma forma de leitura. Temos poucos recursos físicos e ainda poucas aulas, duas no ensino fundamental II e apenas uma no fundamental I.


Bruno Fischer Dimarch

Oi, Paulo.

A escola, falando da instituição de uma maneira geral, está um espaço cada vez mais desgastante. Muitos fatores que extrapolam os problemas da própria disciplina atingem a dinâmica da sala de aula.

Talvez a instituição esteja caminhando para uma situação de crise e uma mudança de paradigma seja necessária. E quem já leu Tomas Kuhn sabe que se está em crise, novas possibilidades já surgiram! É preciso garimpar para encontrar e migrar para o novo paradigma antes que a crise torno o vigente insustentável.

A Arte, não apenas como disciplina, tem uma certa propriedade de vidência, de antevisão do futuro. Em uma conversa num pólo do Arte na Escola, comentavam sobre o último encontro nacional e sobre as discussões relacionadas à avaliação. Só existiam inquietações e algumas proposta ainda um tanto frágeis.

Propus que talvez não fosse a Arte que estava tendo dificuldade em encontrar o modelo de avaliação, mas que a instituição escola, do modo como está, não poderia mais fornecer um modelo de avaliação a uma disciplina que estava superando a própria instituição. Em outras palavras, uma Arte que já está com seus pés no futuro pode não encontrar soluções em modelos ultrapassados.

Paulo Cesar Marques Assumpção escreveu:

Oi, pessoal,

Eu penso que a grande dificuldade de boa parte dos professores de arte em compor um currículo vem, além dos vários motivos já explanados aqui, também da baixa qualidade dos chamados livros "didáticos" de arte. A bibliografia em nossa área é bastante rica no que toca à parte teórica relativa ao ensino da arte. Mas quando chega o momento do embate em sala de aula, aquela hora de transformar os conceitos no dia-a-dia, de colocar a mão na massa, aí (desculpem a gíria) o bicho pega .......... 



Bruno Fischer Dimarch

Oi, Raquel.

Gostei dos questionamentos e seu olhar sobre o Currículo.

Será que alguém topa tentar outras respostas? Ou outros trajetos a partir das questões?

Gostaria muito de ler. Alguém se anima?

Raquel Nogueira de Souza escreveu:

Fórum: Currículo escolar em Artes Visuais.

 

É realmente uma grande pergunta: “É possível estruturar um currículo ideal para arte?”

Esse fórum traz uma serie de questionamentos, vamos a alguns:

  1. Será que estamos aguardando formulas para ensinar arte?
  2. É importante para um arte educador ser produtor de arte?
  3. É importante não esquecer que arte educador é eterno pesquisador?
  4. É importante esquecer o titulo de professor e adotar o titulo de Arte Educador?

 

Não é possível ensinar sem saber. É importante pesquisar e usar essas ferramentas eletrônicas que são muito úteis e disponíveis, mas também é importante ir ao museu, teatro, cinema, concertos, cidades históricas, etc. Descobrir qual a sua habilidade artística para assim despertar nos alunos as habilidades deles.

“Não se da o peixe e sim se ensina a pescar”.

Os cursos de graduação não dispõem de formulas e sim de noção de pesquisa e propõem teorias e praticas de arte.

 

Um currículo não deve ser um mapa a ser seguido e sim conteúdos a serem abordados, ficando a critério do professor uma pesquisa de qual será o melhor caminho, formato, forma e conteúdo, entre outros, a serem abordados com os alunos.

A proposta curricular do estado de São Paulo que se referindo a arte foi elaborada com base na “ramificação” da arte deixando disponível ao professor a ensinar o método que ele melhor dominar por bimestre, e vale ressaltar que é muito triste ver esse material no lixo ao final do ano sem nem ao menos com o nome dos alunos por descaso e ou falta de informação do professor.

É penso que

É importante para um arte educador ser produtor de arte.

É importante não esquecermos que como arte educadores somos eternos pesquisadores.

É importante esquecermos o titulo de professor e adotar o titulo de Arte Educador.

 

“triste é aquele que acha que um problema

só tem a solução da matemática”

A matemática nesse caso seria a formula que estamos esperando para ensinar arte sem pesquisa.

Acho linda esse iniciativa de trocar figurinhas neste fórum, mas é importante fazer lembretes também.

 

Raquel Noz

Arte Educadora.



Bruno Fischer Dimarch

Partilho com você o difícil ajuste do tempo de trabalhar, preparar, estudar, frequentar arte...

Temos que cuidar. Um caminho sombrio pode trazer-nos agonia, uma sensação de sentir-nos devorados por um Cronos de Goya, engolindo nossos anseios e possibilidades.

Cedo ou tarde, o tempo comerá uma pedra por engano e um sonho sobrevivente se fortalecerá para trazer nossas potencialidades para o presente.

Eleida Mari Girardi escreveu:

Olá

Sou Eleida Girardi, trabalho 40 horas em uma escola pública em Três de Maio/RS. Trabalho com 7°, 8ª series do ensino fundamental,  1° ano do ensino médio ( não temos artes no 2° e 3° ano ensino médio - pois são necessárias aulas para as matérias "sérias"), também trabalho com curso normal (formação de professores) no 1°, 2°, 3° 4° ano. São ao todo 18 turmas. Consigo trabalhar bem através de projetos, trabalho os fundamentos da linguagem visual, diversidade cultural, a produção artistica e poética dos artistas, história da arte, leitura de imagem e apreciação estética, tudo isso organizado por séries. Um exemplo de projeto envolveu a artista leda Catunda, Arthur Bispo do Rosário e nosso poeta Mário Quintana, sempre tendo teoria e prática. Não é fácil trabalhar com tantas turmas e ter pouco tempo para o planejamento, sinto que preciso ler mais, para poder preparar melhor minhas aulas.

Abraçoss



Bruno Fischer Dimarch

Qual mudança deverá ocorrer, parece-me incerto precisar, mas realmente necessitamos de mudança(s).

Você está com toda razão em dizer que os caminhos do Currículo de Arte estão sendo traçados. Dois anos é um tempo muito curto para a implementação de algo que nunca antes existiu no Estado de São Paulo (existiam orientações e parâmetros, mas não temas e "conteúdos" seriados). Além disso, acredito que com o tempo poderemos avaliá-lo para que ele possa caminhar junto à Arte e às necessidades dos educadores.

Viviane R. Nikolaus Leal escreveu:

Olá a todos. 

Há não muito tempo, achei interessante o fato das Diretorias de Ensino promoverem constantes encontros entre seus professores para troca de informações e vivências relacionadas aos conteúdos de Arte que poderiam ser trabalhados em sala de aula. Era também uma forma do professor formado, por exemplo, em plástica aprender um pouco mais sobre as outras linguagens. Acredito que muitos professores sintam falta dessa interação.

xxx

Bruno, quando você fala sobre a questão do professor propositor também acho interessante e importante mas, não podemos nos esquecer que o professor trava uma luta diária contra a indisciplina na sala de aula. 

O professor disposto a experimentar acaba ficando muito vulnerável a esta indisciplina; é  um sonho imaginar que os alunos irão aderir às novas propostas, aos "devaneios" artísticos.

Chegar na sala de aula tentando interagir, bater papo e levantar conceitos muitas vezes acaba não funcionando pois "10%" participa efetivamente... e os mais "danadinhos" aproveitam a oportunidade!

Venho experimentando isso constantemente mas "meus" alunos ainda estão "bravos" querendo desenhar, desenhar, desenhar... me cobram até "desenho livre" acredita?

É preciso fazer uma mudança ampla na consciência deles (e na nossa também), valorizando cada vez mais a Arte... mas ainda não foi possível construir tudo isso em 2 anos, quando a grade única foi implantada. 

Obrigada pela atenção!   :-)

Viviane

Bruno Fischer Dimarch escreveu:

Olá!

Gostaria de comentar a frase que destaco abaixo em vermelho na postagem de Lívia. Recém-formada em Arte/Educação, pode confrontar o instituído e o teórico ao cotidiano. Talvez o olhar pouco contaminado da rotina escolar tenha permitido um certo olhar estrangeiro para o oficio complexo de arteeducador.

No início (em azul), Lívia observa que os documentos norteadores devem ser aquilo que realmente são, orientações de trabalho, não correntes que paralizem o trabalho pedagógico ou um terreno pantonoso que desgaste as energias do educador.

É preciso que se reforce a idéia do professor propositor, que está em estado de vigília, traçando caminhos e "cometendo delitos", buscando fugas e escapadas que lhe permitam dialogar de fato com os alunos.

Nos trabalhos que desenvolvi com formação de educadores percebi um contingente significativo de professores que buscavam aulas prontas, atividades para serem aplicadas tal qual em sala de aula. Nesse ponto que a formação realmente se iniciava, no confronte entra as personagens professor executor e professor propositor. Aquele que executa apenas repete cegamente atividades pré-formuladas, aquele que propõe permite que a aula seja um espaço de arte, de diálogos, criações, experimentações e contatos com a arte.

Saliento que não devemos ser severos no juízo dos professores executores, pois foi criada uma cultura de formação e mesmo de produção bibliográfica direcionada para essa forma de apoio.

E, seguindo a indicação de Lívia, recomendo aos que conhecem, mas não leram, a bibliografia de Ana Mae Barbosa ;-)

Lívia Gomes Ribeiro da Silva Crivellari escreveu:

Olá Amigos Arte/Educadores,

Meu nome é Lívia, sou de Juiz de Fora/MG, e acabei de me formar tanto em Licenciatura Plena em Arte/Educação quanto em Bacharelado em Artes Visuais. Apesar da pouca prática como professora, durante o curso, pude analisar e refletir bem sobre o currículo proposto para a educação em arte nas escolas das redes públicas (estaduais e municipais) e das redes particulares de ensino. Dessa forma, pude entender que os PCN e o conteúdo proposto pelas secretarias de educação são elementos que devem nortear o nosso trabalho como arte/educadores, mas nunca limitar.

Durante os meus estágios obrigatórios, procurei suprir a necessidade de cada turma a qual eu era responsável. Para isso, foi de grande valia os conhecimentos adquiridos na disciplina Psicologia da Educação, que procura entender o processo de ensino/aprendizagem nas várias faixas de idade, respeitando e conhecendo as limitações físicas, intelectuais e cognitivas inerentes a cada uma delas.

Nos anos iniciais da Educação Infantil, procurei trabalhar o universo das "descobertas": o reconhecimento de si mesmo e do outro, a vida em sociedade, as diferenças e as semelhanças, a valorização da diversidade e a valorização pessoal de cada aluno, procurando erradicar do ensino de arte na educação infantil os juízos de valores (bom e mau desenho, jeito ou não para modelar, pintar, recortar, colar) e as formas prontas, enaltecendo assim a capacidade humana de poder realizar tudo de várias maneiras.

Já no Ensino Fundamental, conhecendo a tendência natural (biológica) do pré-adolescente e adolescente para a abstração, procurei trabalhar com o imaginário dos alunos descrevendo oralmente obras de arte (desenhos, pinturas, esculturas, textos teatrais e literários, instalações, perfórmances) dos mais diversos períodos, para que eles mesmo criassem a obra de arte podendo fazer parte do processo criativo dos artistas (desmistificando também a idéia do artista como um ser inatingível, místico, e dotado de inspiração mágica) e só depois da execussão do trabalho proposto que a obra original foi mostrada (reforçando a idéia de obra inacabada, proposta pela Arte Contemporânea). Como os adolescentes estão totalmente inseridos no universo tecnológico do audio-visual, procurei trabalhar com dentro deste contexto (na medida do possível). Além disso meu foco de trabalho era, primeiramente, utilizar os elementos e produções presentes no cotidiano dos nossos alunos (brasileiros, urbanos, na maioria das vezes com realidades sociais diversas), para depois trabalhar produções estrangeiras.

E no Ensino Médio, também tive a mesma preocupação. Tentar encaixar o conteúdo proposto às necessidades educacionais, intelectuais e sociais dos alunos.

Não existe um modelo a ser seguido. Cada professor encontra sua maneira própria de alcançar bons resultados educacionais. Mas defendo com veemencia a naturalização da educação em arte e da arte am si, como produção cultural necessária do homem.  E nas turmas do Ensino Fundamental (séries finais) e nas turmas de Ensino Médio que tive oportunidade de poder praticar a arte/educação, eu comecei minhas aulas mostrando, através de simbolos, sinais, desenhos e imagens, o quanto a arte e a produção artística é cotidiana, universal e se faz necessária para a comunicação entre pessoas das mais diversas culturas e hábitos.

Ah!!! Consegui trabalhar plenamente Arte Contemporânea em todas as etapas da Educação. E foi o que me norteou. A Arte Contemporânea é a arte do cotidiano dos alunos, por isso ele têm grande identificação.

Recomendo aos que não conhecem, a bibliografia de Ana Mae Barbosa!!!







Bruno Fischer Dimarch

Queridos colegas,

noto que o fórum está cada vez mais cumprindo seu papel de compartilhamento e produção de conhecimento.

Mais e mais aparecem discussões e reflexões, na troca com o outro.

Como mediador, gostaria de sublinar a importância destas trocas e incentivar a interação entre os participantes. Ela enriquece e colore este fórum!

Um grande abraço a todos!

Rosemara

Olá Lívia Gomes, Obrigada pelas dicas, vou dar uma olhada na UFJF sobre aluno ouvinte, sou apaixonada por artes e é uma  área q pretendo trabalhar.

Um grande abraço e vamos manter contato

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