Forum
Heloise Da Rosa Faria Braga
Oi prof. Silvia, achei muito interessante a proposta feita para a construção curricular em Arte. Gosto muito dessa área, só que não tenho curso nenhum. Mas estou trabalhando com projetos de arte na escola e gostei muito do resultado. O primeiro Projeto foi: "Aventura pela arte no mundo e sua linha do tempo" e o segundo que está sendo trabalhado este ano é: " Poesia e música na sala de aula". Assim além de trabalhar a Arte as crianças também estão trabalhando as outras áreas. Estou gostando muito dos resultados alcançados.
Bjs
Heloise
Regina Maria De Lima Sanson
Olá pessoal,
Parece que não chegamos a lugar nenhum até agora. Estamos ainda apenas relatando o que passamos em cada escola, e infelizmente tem muita coisa "ruim" que se repete, como o caso de diretor não "assinar", achando estar favorecendo este professor, quando na verdade é falta de competência do gestor.
Precisamos achar uma formula de chegar num consenso sobre o currículo.
E isso é pra ontem. Não é não?
Beijos.
Flávia Queiroz Barros De Oliveira

Olá professora Silvia! Sou professora municipal em Limoeiro (PE), formada em pedagogia. Atualmente leciono artes de 5º a 7º série e história e geografia na 3° e 4º série. Desenvolvo um trabalho de teatro na escola desde o ano passado, gosto muito dessa área e estou procurando me especializar com cursos, pois vejo na arte um caminho para a transformação e integração social dos nossos alunos. Acho que o currículo escolar de artes deveria ser proposto pelos professores e alunos, visando o interesse coletivo, enfatizando as raízes culturais , desenvolvendo e descobrindo talentos.

Silvia Sell Duarte Pillotto

Flávia, se você pretende seguir com a docencia em Arte, sugiro que faça mesmo uma Graduação, pois ampliará os aspectos conceituais e metodológicos referentes ao ensino da arte. Concordo com você. Professores e alunos devem definir e decidir coletivamente algumas ações pedagógicas. No entanto, penso que tbém seja importante que as secretarias educacionais tenham tbém participação nos processos currículares, caso contrário acontece de tudo um pouco...Profissionais desenvolvendo "atividades" de qualquer jeito, jogando responsabilidades nos ombros somente dos alunos. Nesse caso, a construção de Propostas Curriculares podem contribuir no sentido de definir caminhos possíveis, abrindo espaços sempre para a autonomia e decisões que cabem as escolas, professores, alunos e comunidade decidirem de acordo com suas concepções de currículo, aprendizagem, ensino, avaliação, respeitando as diversidades. Abraços.

Silvia 

Patricia Weitzel

Silvia,

         Como vai? Lendo novos depoimentos, percebo que muitos colegas ,quando relatam suas experiências estão contribuindo para a formação dessa proposta curricular.Vejo que não basta apenas construir uma proposta se as escolas não "se adaptarem a ela" . Como assim?

Estamos tendo vários tipos de relatos, observe que são poucos os profissionais tem apoio.As instituições nem sempre estão preparadas para receber mudanças.E isso implica no desenvolvimento educacional do profissional que está lecionando arte.

Vamos levar em conta tais dificuldades , como as materias que algumas escolas enfrentam ou diretores ..., como o relato do colega.

Um grande abraço e até breve

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Pessoal;

Peço desculpas pela demora nas respostas, mas tivemos problemas de origem técnica! Tenho acompanhado as discussões e penso que as mudanças acontecem desta forma mesmo, com pequenos movimentos, que iniciam com um diálogo e crescem de acordo com nossos esforços, nossas parcerias, nossas vontades e nossa força política! Vou tentar, com certo atraso, dialogar com cada um de vocês e com todos ao mesmo tempo.

José francisco, recebi os anexos e achei muito interessante os registros. Pelas fotos é possível perceber o envolvimento dos alunos em sua aula, o dinamismo nos movimentos e a alegria do grupo. É mesmo por aí. O currículo é construído e materializado em parceria. Com relação as mudanças de carga horária, devido as mudanças tbém de gestão, é mesmo um problemão, que precisamos todos juntos buscar alternativas, pois essa é a realidade da maioria dos espaços educativos (escolas). Talvez, um diálogo mais próximo as secretarias educacionais, pudesse de alguma forma amenizar essa situação. No entando, enqunto universidades, secretarias e ministério público não estiverem em sintonia, desenvolvendo de fato um trabalho de gestão democrático e compartilhado, dificilmente cons eguiremos mudar situações como essa. Ah! Obrigado pelo gentil elogio (simpática). 

Abraços.

Silvia 

Silvia Sell Duarte Pillotto

Perdão!!!!!Estava conversando com Paulo e não com José, agora a pouco! Agora então com José: as suas questões vão ao encontro das questões abordadas por Paulo; mudanças em carga horária na disciplina, redução de horas, enfim,,,,Tudo muda de acordo os interessesde cada Governo. E continua na mesma tecla, precisamos nos unir para ganharmos força política!

Abraços.

Silvia

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Regina, Heloise e Maria Alice.

Bem, não existem fórmulas mágicas para a realização de construções de Propostas Curriculares. Aliás, a idéia é esse mesma, nada é definitivo e um currículo é sempre movimento e transformação, assim como tudo em nossas vidas. Cada contexto precisa pensar em quais concepções sobre ensino, aprendizagem, sociedade, indivíduo é interessante naquele momento e para aquele contexto! Heloíse optou pelo trabalho em projetos, o que é muito interessante e parece que o processo e alguns resultados já demonstram isso, não é? E como bem salienta Maria Alice, o nosso diferencial no currículo é exatamente as múltiplas possibilidades que a disciplina de Arte é capaz de articular, as conexões que fazemos, os caminhos que percorremos...

Abraços.

Silvia

Silvia Sell Duarte Pillotto

Fátima, Sandra e Alessandra;

Fátima, realmente, ainda sofremos com os velhos estereótipos! No entanto, precisamos continuar apresentando outras alternativas para além das cópias, dos desenhos para colorir, do currículo com foco apenas temático, enfim! E precisamos muito de pessoas como você Fátima, que tem consciência da necessidade de mudanças. Tbém concordo Alesandra, que em nossa área existem profissionais e profissionais, como em todoas na verdade....Existem os comprometidos e aqueles que nem sabem porque estão na escola; existem os apáticos e conformados e outros como nós, que estamos sempre a buscar parcerias, novas idéias, sem receio de errar! Afinal, aprendemos com o erro tbém. È Sandra, nossa área é fundamental no currículo, e, algumas Instituições já estão acordando para isso, e, outras precisam ainda perceber que a Arte é de grande valia nos processos cognitivo e sensível dos alunos. Chegaremos lá.  

Abraços.

Silvia

Márcia Maria De Sousa
Caros colegas que participam deste Fórum,

li as mensagens que foram encaminhadas até agora para essa discussão e fiquei pensando que os caminhos para a construção de uma proposta curricular em Arte são constituídos por várias "estradas" que, ao se cruzarem, levam ao destino final: o ensino de Arte. A forma de percorrer esses caminhos é que definem se chegamos a um ensino de arte de qualidade ou não. Essas "estradas" são quase sempre sinuosas e, como de costume neste país, sujeitas a "buracos" de todas as formas e tamanhos,  da "estrada" que leva da formação inicial específica à profissionalização, passando pela que leva à atuação docente no contexto escolar, que por sua vez , cai na "estrada" da formação continuada. Se uma dessas "estradas" estiver cheia de "buracos" (leia-se formação inicial inconsistente, ausência de posicionamento político e pedagógico na docência, estagnação profissional) a chegada ao destino final fica comprometida. É isso que percebi nos depoimentos que li: buracos de todas as formas e tamanhos e "estradas" que muitas vezes não chegaram a lugar nenhum. No meu entendimento, cabe a cada um de nós, conhecendo a "geografia" do contexto em que atua, identificar o traçado das suas "estradas" e os tipos e tamanhos de "buracos" que causam atrasos e tornam os caminhos pesados.
Aqui na Rede Municipal de Uberlândia, conseguimos ao longo de um período de mais de dez anos construir Propostas Curriculares e Diretrizes para o Ensino de Arte especificando os conteúdos das áreas de Artes Visuais, Música e Artes Cênicas, apesar da maioria dos professores da rede ter formação em Artes Plásticas/Visuais. Mas  a Universidade Federal de Uberlândia forma professores nessas três áreas, e identificando essa nossa realidade, buscamos o diálogo e participação de todos. Isso nos fortaleceu  para garantir (pelo menos até agora) aulas de arte em todas as séries do ensino fundamental e em algumas escolas de educação infantil. Mas não significa que nossas diretrizes são perfeitas e contemplam todas as necessidades de nossos professores, alunos, escolas e comunidades, ainda temos alguns "buracos" para eliminar e "estradas" novas para abrir . A carga horária de todas as séries não é a ideal (ou suficiente); falta disposição e consciência profissional de alguns professores para participar da formação continuada, seja ela promovida pela própria SME ou pela UFU; precisamos constantemente ampliar e melhor fundamentar o  repertório teórico e conceitual de quem já participa do grupo de estudo que mantemos, ora com apoio da SME, outras com nossa persistência (minha pesquisa de Mestrado deixou bem claro a repercussão das ações do grupo de estudo nas salas de aula do professores que participam).
Como podem ver, os caminhos são muitos, o que não podemos é desistir da caminhada.
Nos encontramos por aqui...

Márcia Sousa - Midiatecária e Assessora do Pólo UFU da Rede Arte na Escola
 
Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Tiago, Ana Lúcia, Elizete, Maria Antonieta e Alessandra.

Alessandra, quanto a sua indagação sobre quais concepções, metodologias e avaliação seguir em suas aulas, diria, as que vocês contruiram no Documento próprio, como você relatou. Em um Documento (Proposta Curricular) estão postos concepções, objetivos, conteúdos, metodologias, avaliação...E as Propostas devem, na minha opinião servir como Documento ativo. Ser constantemente utilizado, avaliado e re-significado. E reiterando, não existe um Documento padrão, único e definitivo, cada contexto deve criar os seus próprios, caso contrário, corremos o risco de perder nossas identidades, nossas singularidade. Tiago, parabéns pela sua pesquisa! Elizete, concordo que as séries iniciais enfrentam mais dificuldades. Muitos dos nossos estados não possuem professores específicos de Arte nessas séries; outros possuem o especialista que por falta de estrutura (física, carga horária...) não conseguem desenvolver um trabalho compartilhado com o professor regente, entre outras tantas situações. Na minha opinião, especialmente nas série iniciais é necessário que os professores trabalhem conjuntamente e de forma articulada. Maria Antonieta, é preciso um movimento para legitimar a dança como Arte. Embora os PCNs a coloquem como uma linguagem da Arte, ainda existe muitos equívoscos, preconceitos e paralelamente, uma disputa de áreas para abarcar a dança como sua. É +reciso tbém, que no Brasil haja um esforça para que tenhamos mais cursos de dança em Licenciatura, a escola precisa dançar!!!!

Ana Liblick, veja só, a discussão está boa, não é?

Abraços.

Silvia

Abraços.

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Márcia;

Bom vê-la nesse Fórum. Concordo plenamene com você! São muitos os caminhos e esses caminhos envolvem posicionamentos políticos, gestão consciente, formação continuada, e tantas outras ações que definem o que e quem somos como profissionais. Quais caminhos percorremos? Essa é uma decisão com consequencias...No entanto, precisamos seguir em frente, juntando forças políticas, argumentando, desenvolvendo ações individuais e coletivas, mas, sempre com dignidade e sem perder as esperanças.

Um grande abraços para você e para todo o grupo desse Depto. Estive com vocês a alguns anos e foi uma experiência muito boa. Vocês são uns amores! É para você tbém Tinoco!!!!! 

Rosana Bueno
Olá Pessoal! Meu nome é Rosana sou aluna do 1º semestre de educação artistica da Unicsul,estou me preparando para contribuir  para essa mudança no ensino do nosso país,pois tenho consciência que é necessário.Me lembro desses desenhos para colorir que foram citados...as crianças pintavam pois achavam divertido e não por que tinham informação do que era arte.
Não culpo os professores pois sei que não tinham preparo para isto,mas hoje é bem diferente,temos condições para construir um alicerce sólido para que possam  transmitir seus conhecimentos aos seus alunos.Estes estarão estimulados a aprender com aulas que instigaram sua curiosidade em pesquisar e descobrir esse mundo tão maravilhoso das  artes.Espero que entrelaçando idéias tanto dos professores,secretaria da educação e também dos alunos chegaram a um ponto em comum para melhorar a nossa realidade.Pretendo estar apta para colaborar!Beijos a todos!
Antônio Carlos Gomes Júnior

 É claro para mim que quem decide o trabalho realizado em sala de aula é o professor, claro que aceitamos sugestões. O professor e aluno é a chave principal para um bom trabalho o principal é a liberdade que deve estar presente sempre.

Jr.

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Antonio Carlos;

Sim, quem deve decidir são professores a alunos. No entanto, sem perder de vista o trabalho compartilhado com a gestão escolar, com a comunidade, com o contexto e suas relações.

Abraços.

Silvia

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