Forum
Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Rosana;

Fico feliz em encontrar pessoas que pensam como você, e que pretendem fazer um significativo trabalho em arte na educação. Precisamos muito, pois, embora já tenhamos avançado bastante, ainda temos muitos equívocos conceituais e metodológicos nas escolas. E algumas continuam dando enfase aos desenhos mimeografados, temas comemorativos, etc, etc...AVANTE, precisamos continuar nossas ações em pról da arte na educação!

ABraços;

Silvia

Marília Schmitt Fernandes
  Primeiro quero dizer que também considero esta questão muito pertinente, pois enquanto nós, sabemos que temos autonomia para planejarmos nossas propostas de acordo com os conceitos da Arte e as reais necessidades de nossos alunos, ainda temos colegas que muitas vezes por falta de acesso a formação e informação tem dificuldades sérias para contextualizarem suas aulas.
   Faz algum tempo que procuro organizar meu planejamento fundamentada também nas atividades artísticas e culturais que acontecem por aqui. Como moro em Canoas no RS e estamos muito próximos a Porto Alegre, sempre temos inúmeras oportunidades de colocarmos nossos alunos em contato com exposições como a BIENAL DO MERCOSUL, as mostras organizadas pelo MARGS e pelo SANTANDER CULTURAL  entre outras.  Eu considero este contato do aluno com a obra de Arte original e no ambiente expositivo  fundamental no encaminhamento de minhas propostas, pois apartir destes momentos, podemos desenvolver um sem fim de novas linhas de ação trazidas e pelo olhar do aluno. O que sempre dá vivacidade e atualidade aos conteúdos que pretendemos desenvolver. Claro que dá um pouco de trabalho produzir assim, mas é eu preciso estar em construção, desconstrução  e reconstrução constante. Porque assim como a vida a Arte é processo contínuo de mudança. Como tão bem disse minha aluna Fabiane da 7 série após a visita a mostra FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - Santander - 2008 -  " ... eu aprendi que quando a vida muda a arte muda também". Olhem só, depois desta conclusão não vou ser maluca de ficar parada.
   Aqui em Canoas, não temos mais orientações sobre como construirmos nossas propostas em Arte. Por muito tempo a profa. Rejane Ledur esteve a frente na SME tentando fortalecer o grupo afim de  produzirmos um ponto de partida na busca de planejamento atualizado e significativo enquanto conteúdo de Arte, mas lamentavelmente isto ainda não faz parte dos interesses de todos os educadores. E depois de um tempo voltamos a estaca zero e é cada um por si. E os alunos? Eles que criem defesas para conseguirem  sobreviver a  algumas práticas ainda exercidas em nome da Arte.  Desde o ano passado estou utilizando os blogs para socializar as propostas de minhas aulas o que está sendo muito interessante, pois tenho o retorno de colegas, alunos e seus familiares... Apareçam http://arteiros.arteblog.com.br  (este é novo)  e também http://bienalc.blogspot.com   Vamos continuar esta conversa, nossos alunos merecem educadores que estejam sempre buscando novos caminhos e andar junto é muito melhor. Abraços Marilia Schmitt Fernandes  Canoas - RS
Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Marília,

Parabéns pela sua iniciativa! É isso mesmo, paralelo as construções de Propostas Curriculares, é fundamental um trabalho de formação continuada, o que professora Regiane vinha fazendo, não é? E para alé disso tudo, nossa vontade em construir com os alunos um espaço de criação, produção e prazer pela arte, em constante processo de aprendizagem.

Abraços.

Silvia 

Edson Da Silva
Silvia e Compartilhantes deste Fórum,
Trabalho em uma creche pública, pensando nas crianças pequenas (3/4 meses a 4 anos e 11 meses), ou mesmo até os 12 anos no ensino fundamental, pergunto: como os adultos podem mediar o ato criador das crianças sem serem apresentadores de técnicas direcionadas ao que esperam ver feito? Criar o que pressupõem?
Abraço Curioso!
Edson
Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Edson;

Trabalhar com os pequenos é muito estimulante, mas também um grande desafio! Edson, essas questões que você aborda dependerá sempre das concepções por nós e pela instituição apropriadas, ou seja, como acreditamos que as crianças aprendem? Em que medida compreendemos os seus processos de aprendizagem? Como construímos nossas relações com elas, enfim. De qualquer modo, penso que especialmente com os miúdos, devemos permitir que se manifestem expressivamente, ajudando-os no desenvolvimento cognitivo e sensível. Um trabalho que priorize o desenvolvimento dos aspectos visuais, corporais e sonoro, poderão contribuir bastante para que as crianças se relacionem prazerosamente com a arte e suas linguagens e na sua construção humana, processo contínuo.

Abraços.

Silvia 

Gilberto Aparecido Damiano
Olá Sílvia e demais colegas

Algumas coisinhas sobre as Equipes Multiartísticas: grupo de professores das variadas linguagens artísticas para atenderem às Unidades Escolares ((aí o número de equipes depende das possibilidades/vontade: de cada Secretaria de Educação e da reação/organização/resistência dos professores de artes); Objetivo: trabalhar em equipe; sair da polivalência e efetivamente possibilitar variadas linguagens artísticas ao alunado (pois o que temos é a imposição curricular de uma ou outra linguagem ou então a polivalência para suprir a falta de outros especialistas/linguagens, além do fazer isolado!); Procedimentos: cada especialista compartilha com os demais as suas ações e procuram, como equipe, oferecer esse trabalho ao alunado nas Unidades Escolares; provavelmente, cada equipe poderia atuar num conjunto de Unidades mais próximas – numa região; semestralmente(?) oferecem-se as especialidades; poder-se-ia também manter anualmente (?) grupos de teatro, cinema, dança, artes plásticas, etc.; Critérios: que viabilize ter especialistas variados para compor a Equipe; Organização das ações: Secretaria de Educação em diálogo/acordos com as respectivas equipes; Avaliação dessas equipes: Secretaria de Educação através de pesquisas variadas. Vejam que são ‘idéias” para ações educativas que implicam divergências conceituais, filosóficas, políticas ... NÃO SE TRATA DE CONSTRUIR UM CURRICULO ÚNICO  e sim oferecer no ambiente escolar as variadas linguagens! Isso não impede que a Equipe tome deliberações comuns e optem até por tentar a construção de ingredientes mínimos em cada linguagem. Por isso, gostaria de ouvir as críticas dos colegas!!!!

Edson Da Silva
Silvia,

Agradeço pela contribuição, suas palavras torna presente o enfoque por Anna Marie Holm - artista e escritora dinamarquesa - problematiza ou simplifica: "Pare e tente ouvir as crianças e a você mesmo".
A máximas que nos provocam transitam no óbvio do cotidiano, sem ser considerado. As relações humanizadas abrem chãos para as artes, raízes projetam janelas no pensar ver perceber sentir tocar incomodar pela presença ou falta em nossas vidas. A criança vê sempre o já visto com novos olhares, precisamos aprender com elas  - para rememorar Otto Lara Resende.

Esta prosa está muito boa, vamos ampliá-la?

Muitos artistas com uma extensa caminhada profissional e pessoal vivida reconsideraram que é preciso voltar a desenhar, pintar como crianças para participar dos mistérios da criação, que tal acolhermos estas preocupações e conhecermos mais de perto, junto às crianças pequenas, desde bebês para que os anos de escolarização não petrifiquem nossa essência e mesmo que venha a querer acontecer, saibamos lapidá-la para a liberdade criadora circular pela existência humana... que os "infantes" de hoje não sejam seres que não falam, que gritem ao mundo seus olhares libertos...

Abraço Criança!
Edson
Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Edson;

Penso que sim.É fundamental que o professor de arte (mesmo aquele que não exerce a função de artista) precisa estar em contato com experiências artísticas e estéticas. Especialmente aquele que trabalha com os miúdos, pois esses contatos são imprescindíveis para a desenvolvimento da sensibilidade e a capacidade de olhar as crianças. As Instituições Educativas, por sua vez, deveriam propiciar aos professores tempo/espaço para essas experiências e a troca delas com  o grupo. Para além das conhecidas reuniões pedagógicas, poderia haver tbém laboratórios experimentais em que os professores pudessem, tanto quanto as crianças, descobrir a partir das linguagens da arte, universos outros, outros tantos prazeres...

Grande abraço;

Silvia Pillotto

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Gilberto;

Sua proposta é muito interessante e alguns Estados Brasileiros já realizam trabalho semelhante. Penso que o caminho é elaborarmos projetos, junto a universidades ou com outros parceiros e levá-los as Secretarias de educação, a fim de sensibilizá-los para a importância da formação continuada. Com relação as várias linguagens e a tentativa de rompermos com a polivalência, é necessário a agilização junto as políticas públicas educativas, pois envolve questões relacionadas ao aumento de carga horária do professor, laboratórios específicos para as linguagens e uma nova forma de construir e desenvolver o currículo, além da ampliação de novos cursos de formação em arte. Mas, sem dúvida Gilberto, o caminho é esse, pensar em alternativas que flexibilizem a área de arte.

Um grande abraço e parabéns pela sua iniciativa.

Silvia   

Marília Schmitt Fernandes
     Oi Silvia e demais colegas !!!  Primeiro quero agradecer os parabéns, que vindos de ti, são sempre muito bem vindos, especialmente quando já se está  27 anos na estrada lutando para não deixar a peteca cair. Muito obrigada!!!
     Estou encantada com as propostas que estão surgindo e fico pensando o quanto seria produtivo criar um curso de formação a distância em Arte (seria um modo de juntarmos todas as realidades interessadas).  Por favor pense nisto !!!!  Acho que muitos colegas iam se interessar .
    
     Esta tua idéia é maravilhosa  e acho que merece um destaque maior:
   " As Instituições Educativas, por sua vez, deveriam propiciar aos professores tempo/espaço para essas experiências e a troca delas com  o grupo. Para além das conhecidas reuniões pedagógicas, poderia haver tbém laboratórios experimentais em que os professores pudessem, tanto quanto as crianças, descobrir a partir das linguagens da arte, universos outros, outros tantos prazeres... "
   Nossa, seria muito bom se antes de propormos aos alunos novos desafios, nós também tivessemos a vivência com as exigências das linguagens,  das técnicas e dos materiais propostos... Muitos educadores ainda tem dificuldades em colocar-se na pele do aluno e perceber como ele se sente diante nossas idéias. Vou levar esta tua idéia para  a supervisora da escola e já posso imaginar o titi entre os professores... Vai ser muito produtivo para todos.  Muito obrigada a todos pela oportunidade de troca. Abraços Marilia Schmitt Fernandes
    
Angelica Sansevero

Profª Silvia,

Sua preocupação em relação a construção do currículo de Arte é muito pertinente. Os conteúdos trabalhados e a forma que são promovidos no espaço das escolas estaduais, municipais e particulares são sempre alvos de discussão, porque infelizmente possuem outras "linguagens," bem diferentes das que precisam ser realmente desenvolvidas.

Com certeza, você já tomou ciência da nova Proposta Curricular do Estado de São Paulo. Nela todas as disciplinas serão guiadas por conteúdos que segundo seus coordenadores "se fazem" necessários para a aprendizagem do aluno do ciclo II e ensino médio. O que achou dos objetivos, conteúdos lançados para o ensino/aprendizagem de Arte?

Um grande abraço

Profª Angélica Sansevero ( Arte Educadora e Coordenadora)

 

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Angélica,

Não tenho conhecimento da última Proposta Curricular de São Paulo. Você poderia enviá-la? Só assim posso emitir algum parecer. De qualquer forma, penso que é fundamental nas construções de Propostas a participação efetiva de todos os autores. Nada do que venha de cima para baixo, sem que as pessoas se sintam de fato envolvidas, tem a chance de se concretizar! Preocupo-me muito com a forma com que as Propostas são construídas, pois disso dependerá sempre sua materialização nas práticas educativas.

Abraços.

Silvia

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Marília;

Fico muito feliz em saber que levarás essas idéias a diante! Nos construímos nas pequenas revoluções educativas, e tenho certeza que a sua escola será beneficiada com essas ações. Quanto ao formação continuada, talvez um curso modular a distância, gosto dessa idéia e vou pensar com carinho sobre ela. Quem sabe até incluindo algumas tele-conferências, o que acha?

Beijocas.

Silvia 

Gilberto Aparecido Damiano

Sílvia

não seria o caso de se fazer uma enumeração das idéias expostas pelos participantes.... e sobre elas todos partilharem, pois me parece que a discussão fica mais entre Vc e o participante.... nem todos compartilham as sugestões/ideías dadas pelos demais (Também me incluso nesta crítica!). No meu caso, por exemplo, pedi a opinião dos colegas sobre equipes multiartísticas e só vc me retornou!?

Aliás, sobre essa idéia, Vc disse que já há eperiências neste sentido: pode me passar contatos dessas equipes? Gostaria de debater mais e quem sabe até conhecer pessoalmente uma ou outra experiência.

abraços    

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Gilberto;

A sua idéia é interessante, mas demanda tempo...Por conta disso, o texto sobre Propostas Curriculares foi publicado antes do Fórum...Para motivar a discussão! No entanto, embora esteja fazendo a mediação nesse Fórum e busque conversar com todos aqueles que estão a participar, sugiro que o diálogo aconteça tbém entre os pares. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são dois Estados que já vem desenvolvendo esse trabalho de formação continuada muito intensamente e que tenho acesso . Talvez Goiás e outros tantos, mas, não tenho certeza. Esta é uma boa pesquisa para ser realizada: mapear as Propostas de outros Estados, me parece que é o objetivo do próximo Boletim do Arte na Escola.

Abraços.

Silvia 

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