Forum
Hirlândia Milon Neves

Olá Silvia e demais colegas!

Gostaria de comentar inicialmente a proposta do Gilberto: sou simpatizante desta forma de trabalho, no entanto são tantas variavesi envolvidas que acredito ser necessário um entendimento mais detalhado sobre onde queremos chegar com esse trabalho. falo isso a partir de duas experiências, sendo uma no próprio polo, em 2006, quando organizamos um equipe dessa natureza e desenvolvemos o trabalho junto a varias escolas, e a segunda um trabalho "coordenado" entre as 4 áreas (d, m, t, av), realizado em uma escola durante tres anos e que conseguimos não só delinear um caminho possível como instaurar uma "cultura" por meio de projetos (tendo como referência os projeto de trabalho de Fernando Hernández) a avaliação mais significativa do que tinhamos conseguido veio agora, quando o trabalho necessita de um novo coordenador. Na verdade esse é o ponto que gostaria de fomentar nessa reflexão, tais propostas entendo, tendem a funcionar em conformidade com a coordenação.

Edson Da Silva
Silvia e partcipantes deste Fórum sobre arte e currículo,

Apreciar, fazer e contextualizar arte potencializam  e significam todo caminho em formação, talvez melhor seria, (trans)formação, por ser uma forma de afetar e ser afetado nas interações humanas com as artes que são criações humanas.

Aprender é uma forma de esquecer o que não tem sentido e significado para as pessoas, o que não fora (con)sentido... para crianças, jovens e adultos.

Concordo que adultos - educador(as) - precisam vivenciar o que pretendem ou desejam ou que seja necessários crianças, jovens e adultos aprenderem com as artes. Quase senso comum, "não podemos dar o que não temos", mas que faz sentido ao pensarmos que o corpo em grego representa soma, para tanto o que ensinanos está em nós ou não corporificado.

Abraços Experimentais!
Edson
Gilberto Aparecido Damiano

Valdemir

Vc tem material escrito sobre essas experiências? Tb tenho aproximações com F. Hernández (estive com ele em braga-pt em fevereiro) e gostaria de ler sobre as suas pontuações... E a questão da coordenação - essas funções sempre pegam na 'cabeça' das pessoas: concretamente não aprendemos a trabalhar em equipe! aguardo seu contato: gilberto.damiano@ufjf.edu.br

Sílvia

tenho ouvido falar de educação continuada,sim (nos estados que mencionou), mas desconheço o trabalho em equipes na maneira como refiro. Agora a Valdemir colocou alguma coisa. Acho que a ideía de termos uma formação a distancia pode ser mesmo interessante. Tb a tele-conferencia - problema seria equipamento pra isso - não? 

Brigado!  

Gilberto Aparecido Damiano

Edson

falas poeticamente e tendes ao desvio dos infans! acho que não tem como o adulto - no ambiente escolar - conviver com as crianças (nem aquela internada de todos nós e que nós!), pois a escola tem FUNÇÃO MERCAdORIAL, não é para brincar. Por isso, pensar em currículo também nas artes é estar sob rédeas! Talvez a ideía de  "mostrar" as linguagens artísticas, inclusive a Literatura, pode ser interessante no ambiente escolar. Já forma(ta)r é outra coisa; pois as crianças nos moldes que temos são sempre infans... Acho muito bom que não tenha nota e nem frequência rigorosa para nossas atividades de 50 minutos! Não dá tempo pra normalizar ninguém!!!!!! Mas o que Vc acha da questão do currículo mesmo????      

Marília Schmitt Fernandes
  Olá Silvia e demais colegas! Estive uns dias ausente porque estava envolvida postando as propostas das aulas no blog, mas concordo contigo, pode ser por tele-conferência desde que seja acessível a grande parte dos interessados. Por favor não abandone está idéia, penso que seria um passo adiante uma formação continuada e a distância. Abraços.

  Olá Gilberto !  Estive lendo a sua proposta sobre as Equipes Multiartísticas e achei interessante, mas fiquei pensando em como isto vai se organizar na escola, com o deslocamento de professores de uma escola  para a outra, preparação das aulas e materiais ( como os conteúdos seriam articulados através destas áreas e com profissionais específicos???) etc. . Cheguei a pensar que estaríamos voltando a idéia das aulas em atelier, me desculpe se eu estiver errada.
  Falo isto, porque também não acredito numa polivalência imposta até porque minha formação é em Artes Visuais.  Mas, como trabalho sempre na forma de projetos tenho a possibilidade de articular estas  áreas de expressão com diferentes  linguagens ao mesmo tempo. Tenho consciência de que não tenho domínio técnico para formar meus alunos nas áreas da música, teatro e dança, mas também nada me impede de despertá-los para um contato com estas Artes, porque não considero minhas aulas como ponto de chegada e sim um ponto de partida para novas experiências criativas.
  Experiências estas, que estão muito presentes nas obras de artistas contemporâneos, que mesmo não dominando todas as áreas de expressão  se arriscam criando um mix de linguagens numa mesma produção( repartindo muitas vezes a autoria de suas idéias com a equipe técnica) , e aí estão as Bienais e outras mostras como a FILE - Festival Internacional de Linguagens Eletrônicas que está no SANTANDER CULTURAL na cidade de Porto Alegre - RS, que convocam quase a totalidade de nossos sentidos durante a sua apreciação. E isto também é vivenciado pelos alunos. Penso que, se nos abrirmos ao conhecimento que o aluno traz com ele sobre música, dança e teatro vamos nos surpreender e até poderemos direcionar algumas habilidades especiais para atividades extras ( trazendo também artistas locais para a sala de aula...). Mas o que mais me preocupa é como vamos organizar nosso currículo de modo que  garanta ao aluno o direito de transitar  ( ora como apreciador, ora como produtor, ora como construtor do seu conhecimento ) no meio artístico seja ele qual for.  Abraços a todos Marilia
Samira Fernandes Delgado

Olá Mônica, Silvia e demais participantes do Fórum, esta é a primeira vez que participo de um Fórum neste site, e estou encantada com a discussão em torno da construção de uma proposta curricular em Arte. As idéias e sugestões colhidas na discussão provocam mais perguntas do que respostas, e isso é ótimo, pois significa que estamos crescendo juntos, procurando caminhos possíveis, trilhando por novas propostas e buscando construir um ensino de Arte mais sintonizado com a realidade de cada região, sem deixar de lado alguns aspectos comuns a todo o país. Sou professora de artes em Natal, no Rio Grande do Norte, e atualmente estamos buscando esses possíveis caminhos que nos ajudem a melhorar cada vez mais o ensino de Artes em nossas escolas. Aproveito para pedir sugestões de bibliografia (livros ou artigos) sobre a temática em discussão. A sugestão sobre um curso a distância é muito bem vinda, engrosso a fileira dos interessados, creio que podemos aprender muito juntos, ligados por esta rede de comunicação.

Abraços a todos,

Samira Delgado

Keity Valença

Saudações participantes do fórum e Profº Silvia
Sou aluna do Pólo de Artes da UNICSUL em São Paulo, minha professora de Mediação arte-público, nos indicou o site e o fórum para termos acesso as propostas e idéias dos professores das mais diferentes partes. O nosso curso é de licenciatura, estar em contato com educadores é muito importante para nossa formação, estou lendo com muita atenção as informações e opiniões.
Nós temos aulas on-line algumas vezes no mês, gosto muito de usar estas ferramentas para estudar - a internet nos dá acesso ao mundo – com a indicação de nossos professores podemos futuramente repassar com sabedoria tudo que a informática auxilia em sala de aula. A idéia de cursos a distância e vídeos conferências é maravilhosa, penso que professores de cidades pequenas e alunos de arte de todas as partes necessitam deste tipo de atualização, digo isto principalmente porque como moro em SP tenho muito mais acesso a cursos, workshops e espero que vocês professores com tantos anos de pesquisa tenham idéias práticas como estas mas que principalmente as coloquem em AÇÃO.
AÇÃO! Para mim este é o segredo da educação neste país, se juntem e pratiquem as boas idéias.
Obrigada pelo espaço,
Keity Valença
K8up@hotmail.com


Elizabeth Strelow Teuber
Elaine Schmidlin escreveu:

Olá Silvia

Como está Portugal? E você? Sei que estás trabalhando sobre educação infantil discutindo temas importantes como a questão avaliativa. Nossa! Como é difícil avaliar no momento que tentamos abordar quais seriam os conteúdos de arte para as diferentes fases e como pensá-los dentro de Propostas Políticas Pedagógicas. Bem, creio que estas questões remetem ao contexto de cada um de nós porque penso que uma das ações fundamentais é relacionar aquilo que chamamos "conteúdo" com o contexto onde nos inserimos. Porém, vejo a necessidade de repensar o próprio termo "conteúdo" pois, sempre remeto-me a Paulo Freire que fala da "educação bancária". Creio que discutir políticas públicas passa também pela discussão daquilo que prefiro entender como territórios da arte, os quais abarcam uma série de assuntos que se deslocam pelos vários níveis de ensino. Poderíamos pensar sobre isto?

Abraços

Elaine Schmidlin 

(Pólo Arte na Escola/UDESC)

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