Forum
Hirlândia Milon Neves

Satisfação

 

Este é o sentimento que tive ao retornar ao Fórum, pois nem isso tinha mais vontade, e encontrar tantas ressonâncias nas falas dos colegas.

 

A mensagem é clara: “falhamos”, nem nossos anos de estudo e dedicação deram conta de um “simples” projeto de arte na escola. Ao menos aos olhos e ouvidos de nossos avaliadores que sabendo de nosso trabalho nos alertam “vocês não souberam orientá-los”.

 

A questão é: Seriamos nós tão desconectados com as perspectivas atuais da arte na educação a ponto de em rede nacional legitimarmos esse fracasso?

Eu penso que não, mas como não sou doutor não posso me dar ao luxo de questioná-los, eles que “são soberanos”.

O que me interessa agora é buscar no lattes, nas livrarias e onde for possível o que essas pessoas iluminadas escrevem, pensam, descrevem sobre essa “arte” na educação para que eu possa retornar a meus colegas professores e poder falar de educação continuada, pois nesse momento me sinto um incapaz.

 

Estou saindo de Porto Alegre onde estive no encontro com Fernando Hernández e fico a me perguntar em que acreditar se nas coisas extraordinárias que ele disse, e que me sentia tão bem por compartilhar, ou na “fala dos soberanos”.

 

Oh dúvida cruel.

Alguns colegas podem pensar que não tenho do que reclamar: meu Pólo foi premiado! E alguém achou que seria diferente (eu pensei!), não desmereço o trabalho da professora, pois seguindo as regras fiz a minha parte e o projeto chegou a final, mas a receita parece um pouco óbvia para uma perspectiva contemporânea das reflexões sobre arte, Amazônia, Manaus, escola pública, crianças: Bingo! (Observação importante: eu ainda não conheço pessoalmente a professora, estou feliz por ela e sua escola mas triste pelo processo...).

 

Não sei, não sei, são tantas dúvidas e tantas certezas, mas uma coisa é certa, nosso pólo continuará investindo naquilo que acreditamos, e talvez quando formos doutores possamos ser assim tão soberanos e quem sabe sermos um pouco mais benevolentes e não dizer a dezenas de coordenadores em todos os cantos e meios do país que seu trabalho (e muito trabalho) não é digno de entrar em sua morada, minha esperança é que se eu disser uma palavra serei salvo.

Que assim seja!

Luz e cor no coração de todos e todas.

Valdemir

Flávia Costa

Estarei aguardando Aloísio!



Evelyn Maria De Sousa Tomy Guerra

Caros professores

Quando participamos deste evento/ concurso não prestamos atenção nos regulamentos..... e depois de tantos problemas, conseguimos observar as falhas do processo.... imaginei que apenas serviria de experiência e uma boa "liçao" a ser absorvida. Achei que daria por finalizada minha participação neste espaço, mas observo que vários colegas também não compreenderam ainda o que realmente aconteceu.... assim como eu!... se existe algo "legal" que possa justificar nossa contestação, acho realmente que essa história ainda não terminou. Acompanharei o processo e também aguardo notícias e informações.

Profª Evelyn Maria

Andreza Cristina Teixeira

É realmente difícil entender o que aconteceu... Leio o meu projeto, comparo com os termos de avaliação citados aqui no forum e percebo  que o projeto que desenvolvi está "redondinho", ultrapassa todas as expectativas, realmente muito amarrado.

No que se refere a educação ambiental, todas as ações de alerta são fundamentais, mas o mais importante é pensarmos em nosso histórico, que escolhas foram as nossas para causar tamanho impacto no ambiente.

Não sei se fui muito romantica em meu texto, focando nos detalhes do processo, já que para mim são determinantes quando se fala em construção em grupo. Gostaria até da ajuda de uma das premiadas, que já venceu outros dois concursos; pude ler seus textos e são bem lineares.

Acho que falar aos finalistas que nenhum projeto era digno de uma menção honrosa, realmente deixa todos muito inseguros... A primeira coisa que fiz foi olhar para o meu projeto, olhar para tudo que conquistamos e pensar " não é possível que isso não tenha valor! ". Realmente foi um balde d' água fria... Quando participamos de um concurso, não é somente um projeto que está em pauta, mas tudo o que vc construi e acredita.

Divido com vcs um trecho de um livro que permeia todo o meu trabalho:

"O Objetivo da educação, portanto, só pode ser o de desenvolver, juntamente com a singularidade, a consciência social ou reciprocidade do indivíduo. Como resultado das infinitas permutações da hereditariedade, o indivíduo será inevitavelmente único, e essa singularidade, por ser algo que ninguém mais possui, será de valor para a comunidade. Ela pode ser uma maneira única de falar ou de sorrir – mas que contribui para a variedade da vida. Mas pode ser uma única de ver, pensar, inventar, expressar a mente ou emoção – e, neste caso, a individualidade de um homem pode constituir um incalculável benefício para toda a humanidade. Mas a singularidade não tem nenhum valor prático quando isolada... A educação deve ser um processo não apenas de individualização, mas também de integração, que é a reconciliação entre a singularidade individual e a unidade social”. Read, Herbert. A educação pela arte, pg 06”.

Um grande abraço a todos e Parabéns!!!!!

Andreza

Mariza Santos

Acabo de ler os vários comentários sobre o resultado do premio Arte, e fiquei perplexa. Enviei meu projeto mas nao fui escolhida, nem para os finalistas. Fiquei triste, briguei comigo mesma, até xinguei o concurso. Depois, ri de mim mesma, quanta infantilidade e egoísmo! Todo concurso é assim, não dá para todos chegarem a final, e quanto a julgar nosso trabalho melhor do que os outros é muita prepotência e soberba. Temos que perceber que não adianta ficar com inveja de quem conquistou algo, para cada realidade existe uma soluçao adequada e que äs vezes nos parece simples demais, não tem sentido  ficar comparando. Não podemos nos julgar donos da verdade porque nao chegaremos a lugar algum. Se temos muita cultura, conhecimentos, o dom da palavra, que bom! mais isso nào está acima do respeito ao ser humano. Vamos pensar gente!

Depois de ler estes comentários, até de coordenador (quanto preconceito e contradiçao!), fiquei assustada e aliviada por não ter chegado à final. Graças a Deus não estou na mira de despeitados, eloquentes inconformados, que se julgam acima do bem e do mal.

Parabéns a todos os que chegaram a final, parabéns a todos  os que participaram,  vocês são vencedores também e não deixe que nada e nem ninguém os convença do contrário, pois o mundo precisa de seres humanos-HUMANOS. Vamos em frente que o mundo é nosso e nos dá muitas possibilidades.

beijos

Mariza

andreza cristina teixeira escreveu:

É realmente difícil entender o que aconteceu... Leio o meu projeto, comparo com os termos de avaliação citados aqui no forum e percebo  que o projeto que desenvolvi está "redondinho", ultrapassa todas as expectativas, realmente muito amarrado.

No que se refere a educação ambiental, todas as ações de alerta são fundamentais, mas o mais importante é pensarmos em nosso histórico, que escolhas foram as nossas para causar tamanho impacto no ambiente.

Não sei se fui muito romantica em meu texto, focando nos detalhes do processo, já que para mim são determinantes quando se fala em construção em grupo. Gostaria até da ajuda de uma das premiadas, que já venceu outros dois concursos; pude ler seus textos e são bem lineares.

Acho que falar aos finalistas que nenhum projeto era digno de uma menção honrosa, realmente deixa todos muito inseguros... A primeira coisa que fiz foi olhar para o meu projeto, olhar para tudo que conquistamos e pensar " não é possível que isso não tenha valor! ". Realmente foi um balde d' água fria... Quando participamos de um concurso, não é somente um projeto que está em pauta, mas tudo o que vc construi e acredita.

Divido com vcs um trecho de um livro que permeia todo o meu trabalho:

"O Objetivo da educação, portanto, só pode ser o de desenvolver, juntamente com a singularidade, a consciência social ou reciprocidade do indivíduo. Como resultado das infinitas permutações da hereditariedade, o indivíduo será inevitavelmente único, e essa singularidade, por ser algo que ninguém mais possui, será de valor para a comunidade. Ela pode ser uma maneira única de falar ou de sorrir – mas que contribui para a variedade da vida. Mas pode ser uma única de ver, pensar, inventar, expressar a mente ou emoção – e, neste caso, a individualidade de um homem pode constituir um incalculável benefício para toda a humanidade. Mas a singularidade não tem nenhum valor prático quando isolada... A educação deve ser um processo não apenas de individualização, mas também de integração, que é a reconciliação entre a singularidade individual e a unidade social”. Read, Herbert. A educação pela arte, pg 06”.

Um grande abraço a todos e Parabéns!!!!!

Andreza



Lucia Lopes Da S. Altelino

 

Uma pessoa "de fora" pode ter uma visão diferente do que aqueles que participaram, e eu tenho certeza que aqueles que aqui escreveram não tiveram inveja e nem ficaram comparando, porque arte não se compara.

Também não acredito que se acham donos da verdade, porque, se fossem donos da verdade não precisariam explicitar seu descontentamento por uma situação que sabemos que é irrevogável. Em nenhum momento todos que aqui escreveram colocaram que os premiados não mereciam, e não é este o foco da questão. E com nossas palavras de eloquentes inconformados não nos julgamos acima do bem e do mal, só usamos a eloquência do coração, aquela que expressa os sentimentos e isto fazemos justamente porque humanos somos... e que bom que encontramos alguns inconformados (não despeitados) e que passaram por etapas para vencer sim, mas se tivesse um finalista no Ensino Fundamental II todos estariam com o coração feliz por alguém ganhar um prêmio e representar a modalidade. Mas, como isto não ocorreu ficou o vazio, e isto não é justo para aqueles que chegaram brilhantemente à etapa final.

Evelyn Maria De Sousa Tomy Guerra

Caros Professores, boa tarde.....

Acredito que passamos por tempos de pouca compreensão, e isso acaba gerando mau-entendidos. Então, gostaria de esclarecer alguns pontos do discurso:

"Parabenizo a todos os participantes deste evento, parabenizo também todos que sagraram-se vencedores em suas modalidades, por favor, não compreendam nossos comentários de forma equivocada. Apenas gostaríamos de poder parabenizar também aqueles que ,por ventura, tivessem alcançado êxito na modalidade não premiada. Para quem chegou até a etapa final é um pouco decepcionante saber que não foi o seu projeto que venceu, essa não foi a questão,  mas não existiu projeto algum que  tenha vencido. Não ficamos tristes por quem alcançou o sucesso em todas as etapas, mas questionamos o fato de não haver nenhum que revelasse acerto com os requisitos do concurso na etapa final, em uma determinada modalidade. É estranho passar por todas as etapas e apenas na final descobrir que o projeto não estava de acordo com o que era solicitado.Acredito que quem passou por essa situação, como eu, tenha sentimentos semelhantes.  Nós somos educadores, estudamos muito para desenvolver nosso trabalho,mas em nenhum momento questionamos os vencedores,diminuindo o mérito que possuem,  ao contrário gostaríamos até de aprender com suas experiências.... de fato, é um aprendizado....não só para nós que participamos, como para o pessoal do arte na escola, que deve prever em outras oportunidades, situações semelhantes, para prováveis reorganizações dos elementos que constituem o evento. Peço desculpas, se ao questionar as cincunstâncias em que essas situações ocorreram, houve a idéia de que estaríamos desrespeitando nossos colegas, e minimizando suas conquistas. Parabenizo os vencedores e acredito que nos próximos concursos teremos arestas aparadas e melhores orientações e, como já mencionei, para que não existam lacunas em um universo tão rico de possibilidades e bons trabalhos.

Tivemos a explicação do que ocorreu, e, embora entenda a situação como injusta, ao analisar o trabalho, sempre imaginamos que ele está correto, difícil achar algo que o desabone, mas é indiscutível sentir que os colegas professores vencedores são dignos do merecido prêmio em suas modalidades.

Um grande abraço

Profª Evelyn Maria

Regina Helena Espirito Santo

Pessoal,

acabo de ler os critérios para a não premiação dos projetos do Fundamental II e nem acredito ainda!

Estava até agora sem falar na escola sobre o resultado, pois é vergonhoso para o professor de ARTE, não poder justificar para seus alunos a incompetência de uma categoria imensa, professores bem intencionados co Brasil inteiro.

Pois é, descobri que não sei ler regulamento.

Graças a Deus meu projeto teve uma razão que se diz lógica para ser desclassificado:

é realizado no contra-turno.

Agora, me diz  onde  isto era regra no regulamento, porque EU Nâo Vi!

Pior, me desgastei bastante tentando comprovar o processo teatral, coisa difícil....

é claro que não estava e não é perfeito, mas se fosse não estaria em escola pública, sujeito a todo tipo de dificuldades! Estaria concorrendo a prêmios da Petrobrás, Banco Itaú, etc...

Fico feliz por ter sido finalista

e mais ainda por não precisar MENTIR a meus alunos sobre o concurso!

Agradeço os colegas que se manisfestaram e rezo para que continuem a acreditar em Educação e Arte num país que decididamente não é sério!

Janice Maria Berwanger Martin
Queridos professores...
Fui a primeira a registrar aqui a minha indignação com a "não" premiação e acredito não serei a última. O que de certa forma me deixa feliz, pois num país onde somos tachados de acomodados ver que a nossa categoria não se calou diante desse triste desfecho. Mesmo que alguns não tenham entendido esse "vazio"que nos tem engasgado a voz, a maioria tem vindo aqui registrar seu apoio e demonstrado seu sentimento  de insatisfação pelo "não" resultado, junto a nós finalistas.
Como alguns colegas, tenho analisado o  meu trabalho acreditando também estar "redondinho", pois até onde me coube avaliá-lo e aos meus supervisores, consideramos que contemplava todos os aspectos previstos no então "edital".
Queridos professores, nossa meta, que é o trabalho nas nossas escolas, junto aos nossos alunos,  acreditar  no valor e empenho do exercício que nos cabe por escolha  e muiiiiiito estudo, o ensino das artes, continuará independente de premiação ou não. Porque somos muito MAIS do que caçadores de premios. Somos PROFESSORES e o reconhecimento de nosso trabalho e empenho ficará na consciência de todos...
PARABÉNS AOS PREMIADOS!!!!! pelo reconhecimento do trabalho;
PARABÉNS AOS PARTICIPANTES!!!!! pelo trabalho;
PARABÉNS AOS FINALISTAS DA ETAPA ENSINO FUNDAMENTAL II, por não se calarem.
Lucia Lopes Da S. Altelino

Olá Professores...

Quando começamos a escrever sobre nosso descontentamento, o que ficou evidente é a ausência de um ganhador e isto é o que nos deixou com o "vazio"... mas, a aprendizagem foi grande pelos comentários que aqui chegaram, e isto gera crescimento.

Minha amiga Evelyn  foi finalista, e depois de falar da alegria de ser finalista para os alunos e depois da alegria dos alunos de já se sentirem vencedores por serem finalistas... o final: não ter um projeto que estivesse de acordo... isto é o nosso "vazio"... e que entendam que é só isso...

E realmente, vocês são tão grandes que o trabalho continua, a valorização do aluno continua e que o trabalho "redondinho" de cada um dos finalistas seja um motivo a mais para acreditar que vocês estavam no caminho certo. É como se tivéssemos uma maratona e no meio do caminho alguém colocasse um desvio, mas o desvio não levaria a lugar algum, mesmo com os corredores aptos a enfrentar o percurso.

É isso, colegas... não participei do concurso, mas como professora e amiga, aqui mais amiga que professora me sinto na mesma situação... 

"Conte comigo eu te sigo
para enfrentar o castigo
ou ter glórias de um campeão." (Almir Satter)

Um abraço a todos

7820 visualizações | 130 respostas Faça login para responder