ARTEFATOS E LENDAS INDÍGENAS
Caroline Helena Zimmermann Cardoso, Eliana Stamm, Cristina Ortiga Ferreira

RESUMO: Este artigo tem como objetivo narrar a experiência pedagógica com alunos do Ensino Fundamental e Médio da Escola E.B. Giovani Pasqualini Faraco, realizada no período de 21 de agosto até 2 de outubro de 2006, que teve como tema central os artefatos e as lendas indígenas. Com este projeto objetivou-se fornecer aos alunos informações atuais sobre a figura do índio, sua arte e seu universo lendário, contextualizando com os conhecimentos prévios – e estereotipados – dos alunos sobre o tema. Dessa maneira, procurou-se desfazer idéias pré-concebidas e preconceituosas sobre a posição do índio na sociedade e sobre o papel das lendas e dos artefatos dentro do contexto tribal. Através dessa compreensão, os resultados foram produções tridimensionais, ressaltando significações próprias, e histórias em quadrinhos, ilustrando os conceitos aprendidos.

Palavras-chave: Arte na Educação; Artefatos; Lendas Indígenas; Cultura.


Desenvolveu-se recentemente o Estágio Curricular Obrigatório na Escola de Educação Básica Giovani Pasqualini Faraco, com a 2ª série do Ensino Fundamental e o 2º ano do Ensino Médio.
Partindo do tema norteador “Identidades”, foi aplicado o projeto acerca da identidade cultural indígena, sua produção material e universo mitológico. Com isso, objetivou-se a conscientização do valor do índio, assim como o devido reconhecimento e respeito sobre suas produções.
É importante que haja o entendimento de que o respeito com a diferença deve vigorar, para que as relações humanas sejam mais harmoniosas. Para tal, os alunos tiveram que conhecer o universo indígena: a produção dos artefatos, suas lendas, sua realidade e como essa história veio sendo construída na sociedade, através de desrespeito e morte.

Além disso, os alunos puderam ter contato com uma nova visão da história, que é a visão daquele que já estava aqui antes da chegada dos europeus e que, apesar de todos os atentados contra sua vida e sua cultura, que ocorreram e continuam ocorrendo, permanece vivo, buscando o respeito da discriminadora sociedade ocidental – branca e européia.

Para se abordar a temática da produção de artefatos e lendas indígenas, se fez necessário um estudo aprofundado sobre o índio, a construção histórica e posição atual na sociedade.
Porém, ao se tratar da cultura indígena, um fator proeminente é o da diversidade cultural, e como as diferenças são vistas e vividas. Dessa maneira, é possível compreender o quanto existe discriminações no Brasil, principalmente contra a cultura indígena, que apresenta características e valores extremamente diferentes da sociedade branca.
Dessa maneira, buscou-se esclarecer conceitos, antes tidos como certos, acerca do tema, e aprofundar o estudo na produção material indígena, cujo papel social difere dos conceitos de arte da sociedade ocidental.

Os artefatos indígenas, embora possuam significados diferentes de acordo com a tribo a que pertencem, de maneira geral apresentam a característica de serem tradicionalmente para uso doméstico. Assim, o conceito de arte ocidental, que acima das características estéticas e artísticas, afirma que a arte não deve ter caráter utilitário, não consegue compreender a produção desses artefatos.

Ainda com relação aos artefatos, é importante ressaltar a influência da atualidade e da própria sociedade; que levam algumas tribos a mudar a tradição de seus antepassados e começam a produzir objetos para a comercialização. Os motivos, desde a falta de alimentos na tribo à tentação de ganhar um rendimento extra, de todas as formas produzem uma alteração no sistema social interno. Com isso, objetos antes considerados únicos passam a ser reproduzidos com facilidade.

As lendas indígenas também receberam diversas interpretações errôneas sobre sua finalidade. Num âmbito geral associam-se as lendas às histórias infantis, sem grande expressividade para os adultos.
Porém, as lendas indígenas se tratam de uma maneira especial de pensar e de expressar categorias e conceitos, ou seja, em episódios que se podem visualizar facilmente. Por essa razão são contados às crianças desde cedo, pois estas, de acordo com seu amadurecimento vão construindo novos aprendizados a partir do mesmo mito.

No processo de criação preocupou-se, principalmente, com a compreensão acerca das questões indígenas, das simbologias dos artefatos e da importância das lendas.

Através da contextualização de conceitos que abordaram características peculiares de diversas tribos, além dos exercícios de sensibilização pela causa indígena, as produções pedagógicas tiveram o objetivo de unir o conteúdo estudado e a própria identidade pessoal dos alunos, principalmente nas produções tridimensionais, realizadas com o Ensino Médio.

No Ensino Fundamental, buscou-se a expressão pessoal através da criação de histórias em quadrinhos de representassem o universo indígena, quer fosse através das lendas ou de histórias que contivessem o personagem índio. Dessa maneira, cada aluno fez sua leitura sobre esse índio, e procurou a melhor maneira de representá-lo no bidimensional.

Dessa maneira, foi possível compreender a importância das culturas indígenas para o mundo e também as características expressivas de sua produção cultural – de artefatos e lendas – para as sociedades em que são produzidos.


Aprofundando o tema

Para a execução prática do projeto houve necessidade de um aprofundamento teórico, pautado nas pesquisas realizadas sobre o tema. Os desenvolvimentos teóricos tiveram a função de auxiliar os alunos na compreensão das questões atuais indígenas e características culturais das tribos, para que, dessa maneira, a atividade prática estivesse vinculada a teorias auxiliares sobre as características culturais indígenas.

O conteúdo específico pesquisado foi encontrado nas mais diversas fontes, entre livros, revistas, jornais e artigos da internet. Porém, as informações antropológicas gerais foram basicamente fundamentadas nos artigos do livro “A Temática Indígena na Escola – Subsídios para professores de 1º e 2º graus”, cujos organizadores são: Aracy Silva e Luís Grupioni.

Sob essa referência também foi possível abordar a temática dos mitos e lendas indígenas, suas características e simbologias no universo indígena. As lendas levadas aos alunos foram pesquisadas na internet, em sites especializados sobre o tema.

Algumas questões de atualidade indígena também puderam ser encontradas no livro citado acima, composto de artigos de vários autores. Outras informações, porém, tiveram que ser pesquisadas na internet ou artigos de jornais, para dessa maneira ressaltar a atualidade dos índios.

As informações dos artefatos indígenas tiveram fontes variadas, entre sites da internet, de onde foram tiradas várias imagens, catálogos de exposições e revistas voltadas para a cultura. Esses materiais foram utilizados em sala de aula, para ilustrar e aprofundar o tema estudado.

Com relação à abordagem referencial do tema cultura, um teórico bastante utilizado foi o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1973), que afirma que a grande diversidade cultural existente no mundo é causadora de choques cultuais, devido ao desejo de se distinguirem e se oporem.

O teórico Silvio Coelho Santos foi também de grande relevância na pesquisa, principalmente relacionado à realidade indígena local, de Santa Catarina, em edição especial do jornal A Notícia, datado de 2001. As informações teóricas desse anexo foram bastante utilizadas, assim como as imagens contidas sobre as questões indígenas como: moradia, saúde, artesanato, entre outros.

Outra referência de imagens foram as fotos tiradas por Cristina Kuhl e Isadora Dickie, alunas formadas em Design em 2005, que forneceram sua pesquisa sobre as tribos indígenas da região próxima a Joinville – tribos de Araquari, Guaramirim e São Francisco do Sul. Essas imagens foram bastante utilizadas em sala de aula, especialmente por se tratar de uma realidade extremamente próxima.

Enfim, outro material que contribuiu largamente para a execução do projeto em sala de aula foi o vídeo elaborado por Ivan Almeida e Tiago Crestani, também alunos formado em Design em 2005, que aborda a realidade de uma tribo indígena em São Francisco do Sul. Esse vídeo possui um caráter sensibilizador muito grande acerca da causa indígena e também de questões ambientais.

Com relação aos conteúdos referentes à arte na educação, buscou-se teóricos que salientassem a importância da contextualização e da reflexão para a criação artística.
Entre as autoras abordadas está Ana Mae Barbosa, com a Abordagem

Triangular, que afirma que o ensino das artes deve se dar em três momentos: Leitura da obra, Prática e Contextualização. A outra autora, de grande relevância, foi Célia Maria de Castro Almeida, que afirma que o contato com as artes na escola auxilia também na construção de valores. Os alunos aprendem que podem expressar seus sentimentos e suas emoções através de linguagens artísticas e, dessa maneira, desenvolvem também o respeito pela criação do outro.

Dessa maneira, as teorias pesquisadas contribuíram muito para o enriquecimento do trabalho pedagógico, sendo possível através disso levar os alunos a refletirem sobre o indígena e seu papel na sociedade; sendo capazes também de aliarem conhecimento à prática artística.


Preocupações metodológicas


O planejamento de aula foi pensado de maneira diferente para os alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, levando em conta a grande diferença de idade e interesses.

Com as aulas no Ensino Fundamental, procurou-se abordar mais profundamente a questão das lendas indígenas, trabalhando-se a linguagem do desenho. Dessa maneira, objetivou-se um trabalho lúdico, através da contação das lendas (com objetos indígenas) para trabalhar o imaginário infantil.

Os artefatos foram utilizados durante as aulas, porém sem abordagem direcionada, sendo permitida apenas a contemplação. A principal reflexão levantada com os alunos foi “o índio”, ou seja, como ele vive, se veste e como deve ser tratado por todos.

A linguagem selecionada foi o desenho, em que eles produziram histórias em quadrinhos que dessem conta de representar o índio e seu mundo. Para tal, eles foram levados a contemplar as obras do artista Walde-Mar, que tem como característica principal em suas obras a representação do universo lendário indígena.

As aulas foram dialogadas, havendo sempre o jogo de perguntas no ar para levá-los a refletir sobre o tema e exporem o que sabiam previamente. O fato dos alunos serem extremamente participativos auxiliou na perpetuação desse tipo de metodologia.

Com o Ensino Médio, o tema mais aprofundado foi: os artefatos, havendo apreciação direcionada de objetos e fotos, além de reflexões sobre características de algumas tribos. A linguagem trabalhada foi a modelagem em argila. Com isso, objetivou-se levar os alunos a compreenderem a grande importância das significações representadas nos objetos indígenas (através dos desenhos geométricos), incentivando-os a produzirem suas próprias representações.

O tema lendas foi abordado, porém apenas a caráter de conhecimento, ou seja, foi levantada uma reflexão sobre as lendas no contexto indígena e, através da leitura destas em equipes, os alunos produziram representações em desenho e pintura, apresentando-as aos colegas.
Foi utilizada muitas vezes a metodologia dos seminários, buscando a reflexão e socialização dos conhecimentos adquiridos pelos alunos, e também a reflexão sobre a produção artística, não deixando que os conteúdos fossem perdidos durante o processo de criação.

Com essas diferenciações metodológicas inevitáveis, foi possível perceber que um mesmo tema possui diversas formas de ser representado e estudado, sendo possível abranger conteúdos iguais em linguagens totalmente diferentes.


Artefatos e Lendas no contexto escolar


Os objetivos pretendidos na aplicação do projeto de ensino foram: com o Ensino Médio a produção de artefatos pessoais na linguagem da cerâmica, e com o Ensino Fundamental a elaboração de histórias em quadrinhos que representassem o índio e o universo indígena. As histórias em quadrinhos foram construídas após várias etapas, em que houve aprofundamento de conceitos para, dessa maneira, contribuir na construção do imaginário dos alunos.

O procedimento, descrito a seguir, procurou ressaltar características da identidade cultural indígena, ressaltando o grande valor dessa cultura na construção do Brasil.

Inicialmente procurou-se sensibilizar os alunos acerca da questão indígena atual, refletindo sobre a posição do índio na sociedade através da apreciação de fotos. Em seguida os alunos tiveram contato com produções indígenas de diversos tipos (cestaria, esculturas em madeira, imagens de vasos cerâmicos, artefatos plumários) para que percebessem a expressividade inerente nesses objetos, sem porém haver maior aprofundamento acerca das características estéticas dos mesmos.

A etapa seguinte foi levantar a reflexão sobre a figura do índio, criando-se na sala de aula um índio em tamanho real, que vestia roupas parecidas com as dos alunos e merecia ser respeitado e tratado com carinho.

Na seqüência houve a explicação acerca do tema Lendas, ilustrando-se com a contação de duas lendas indígenas, depois das quais os alunos produziram desenhos, objetivando-se que captassem os personagens e fatos principais de cada lenda.

Com a abordagem das lendas procurou-se esclarecer aos alunos a grande expressividade destas para o universo indígena, não se tratando apenas de “historinhas”, e sim uma visão de mundo, que embora seja diferente da nossa, é digna de respeito.

Sobre esse tema, Lévi-Strauss (1976) afirmou que os mitos são produzidos da mesma maneira que são elaborados todos os outros sistemas de significação, ou seja, que existe uma lógica inerente aos seres humanos em geral que permite classificar e dar sentido a tudo.
Assim, procurou-se esclarecer a cada aula a grande importância dos mitos e lendas, principalmente para as sociedades em que estes estão inseridos.

O processo seguinte foi o início da produção da história em quadrinhos sobre a questão indígena. Os alunos puderam expressar através do desenho e da linguagem escrita as questões estudadas sobre o tema, sendo que alguns procuraram escrever suas próprias lendas, criando histórias em que animais tomam vida e conversam entre si e com os seres humanos.

Durante todo o processo procurou-se deixar claro que os índios são diferentes entre si, de acordo com as tribos a que pertencem. Dessa maneira, explorou-se a questão dos índios citadinos, ou seja, que vivem nas cidades e usam roupas; explicando-se também que a falta de terras férteis acaba causando a migração destes índios para a cidade.

Esse fato causou grande interesse nos alunos por se tratar de uma realidade próxima a sua vivência, sendo que eles passaram a prestar mais atenção aos telejornais, compartilhando as notícias assistidas acerca dos índios com a turma.

Ana Mae Barbosa (2005), afirma que a arte leva os alunos a formular conceitos, comparar coisas, passando do estado das idéias para o estado da comunicação. Isso pôde ser percebido durante as aulas, quando os alunos já começaram a compreender as questões indígenas e relacionar com informações da televisão e dos jornais.

Segundo Almeida (2001), as aulas de arte deveriam extrapolar o campo específico das artes, levando aos alunos a oportunidade de contato com as mais diversas formas de expressão de várias culturas. Com isso, os alunos aprendem sentimentos de tolerância, respeito e compaixão.
Entretanto, o que se vê com bastante freqüência nos dias de hoje é o ensino da cultura dominante como a mais correta, e dificilmente é abordada a arte das minorias. Quando isso acontece, acaba havendo a repetição do estereótipo, o que não ajuda na construção de sentimentos de respeito com o diferente.

O diferente, na visão atual, é tido como errado e menos importante, e, por essa razão, é quase excluído do currículo escolar.
Ao focar com os alunos do ensino fundamental a questão das lendas indígenas e da figura do índio atual buscou-se esclarecer alguns preconceitos perpetuados como verdades sobre o tema. Com isso, os alunos tiveram contato com parte da produção cultural indígena, podendo perceber a expressividade destas e valorizar mais a figura indígena.


Considerações Finais


A realização plena do projeto de ensino contou com a colaboração de materiais emprestados por terceiros, para que o ensino-aprendizado se desenvolvesse de maneira plena.

Assim, os artefatos indígenas emprestados pelas professoras Eliana Stamm e Letícia Mognol foram de grande importância para a apreciação artísticas dos alunos das duas séries, sendo possível a partir destes focalizar o olhar nas características simbológicas e de representação, com o Ensino Médio; e enriquecer a contação das lendas indígenas, com o Ensino Fundamental.

As fotos das alunas Cristina Kuhl e Isadora Dickie auxiliaram a ampliar o repertório de imagens dos alunos, além de suscitarem reflexões sobre o verdadeiro lugar do índio na sociedade atual.

O vídeo dos alunos Ivan Almeida e Tiago Crestani possibilitou a sensibilização pela causa indígena com os alunos do Ensino Médio, contribuindo dessa forma para a ampliação de conceitos.
Com a realização desse projeto de ensino foi possível compreender que grande parte dos conhecimentos equivocados acerca da identidade cultural indígena se deve à falta de informação que vem sendo perpetuada na escola, principalmente através dos livros didáticos ultrapassados.

Após a finalização da regência, percebeu-se que os alunos passaram a ter outra visão sobre os índios na realidade atual, além de terem tido contato com valores extremamente diferentes dos seus. Esses conhecimentos contribuem na construção de uma postura de tolerância e respeito para com as diferenças.

Embora esse projeto de ensino tenha sido apenas um início na conscientização pela causa indígena, ele contribuiu bastante no enriquecimento do repertório dos alunos sobre as questões atuais e características culturais dos índios, quebrando, dessa maneira, alguns pré-conceitos perpetuados na escola como verdades.


Referências:


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ALMEIDA, Ivan. CRESTANI, Tiago. Tiaraju, retrato dos Guarani em Santa Catarina. Trabalho de Conclusão de Design com habilitação em programação visual – Univille - Joinville-SC- 2005

BARBOSA, Ana Mae. Entrevista. In: Agência Repórter Social. 05/2005. Disponível em http://www.reportersocial.com.br/entrevistas_print.asp?id=68&ed=Entrevista acessado em 04/08/2006, às 8h16min.

DICKIE, Isadora; KUHL, Cristina. Oirandé: a criação do amanhã. Trabalho de Conclusão de Design com habilitação em programação visual –Univille - Joinville-SC- 2005

LÉVI-STRAUSS, Claude – A estrutura dos mitos In: Antropologia Estrutural, Ed. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 1976: Cap. IX.

PROENÇA, Graça. As culturas Indígenas. 2000. Disponível em www.arteducacao.pro.br/historia/prebrasil.htm, acessado em 23/02/06 – 11h 23min.
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SILVA, L Aracy, GRUPIONI, B. D. Luís (Orgs) - A Temática Indígena na Escola – Novos subsídios para professores de 1º e 2º graus. 3 ed. – São Paulo – Global Editora, 2000.

VELTHEM, Van L. O Conceito de Arte e os índios. In: Em outros tempos e nos tempos atuais: arte indígena. Catálogo Artes Indígenas – Mostra do redescobrimento. São Paulo, fundação Bienal 2000.




Caroline Helena Zimmermann Cardoso - Aluna formanda do 4º ano do curso de licenciatura em Artes Visuais – UNIVILLE.

Eliana Stamm - Profª Esp. no curso de Artes Visuais da UNIVILLE e orientadora específica.

Cristina Ortiga Ferreira - Drª no curso de Artes Visuais da UNIVILLE e orientadora geral.









 
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