Prêmio Arte na Escola

Artista e obra

A obra Balanço no Igarapé, série Nightvision, 2006, de Luiz Braga, foi escolhida como referência artística para dar identidade visual a todos os materiais de divulgação desta edição.

Luiz Braga (Belém/PA, 1956)

Luiz Otávio Salameh Braga. Fotógrafo. Autodidata, começa a fotografar aos 11 anos. Em 1975 inicia a trajetória profissional nas áreas de retrato, publicidade e arquitetura. Ingressa na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde se forma em 1983. Colabora com o jornal O Estado do Pará, em 1978, e cria o tablóide Zeppelin, no qual exerce as funções de editor e fotógrafo até 1980. Em 1979 realiza sua primeira mostra individual, I Portifólio, com retratos, cenas de rua e de trabalhadores ribeirinhos em preto-e-branco. Integra o projeto Visualidade Popular na Amazônia, promovido pela Fundação Nacional de Arte (Funarte), em 1982. Com base nessa experiência, seus ensaios tornam-se predominantemente coloridos e passam a enfocar a cultura visual, a população e a paisagem amazônica. Na década de 1980 estabelece contato com curadores como Rosely Nakagawa e Paulo Herkenhoff, e intensifica sua participação em exposições nacionais e internacionais. Com a série A Margem do Olhar ganha o Prêmio Marc Ferrez, do Instituto Nacional de Fotografia da Funarte, em 1988. Nessa época começa a fotografar misturando luzes naturais e artificiais, o que confere um caráter não naturalista às imagens. Recebe o Leopold Godowsky Color Phothography Award - Prêmio Fotografia Colorida Leopold Godowsky, da Universidade de Boston/Estados Unidos, em 1991, e Bolsa Vitae de Fotografia, em 1996, viabilizando o trabalho Amazônia Intimista. Em 2003 foi o artista homenageado no XXI Salão Arte Pará com sala especial e recebeu o Prêmio Porto Seguro Brasil; Prêmio das Artes Plásticas Marcantônio Vilaça, da Fundação Nacional de Artes, 2010. Foi o representante do Brasil na 53ª Bienal de Veneza, em 2009.

Realizou mais de 70 exposições entre individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e suas fotografias compõem coleções importantes como: Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu de Arte de São Paulo; Centro Português de Fotografia, no Porto; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Musée Quai de Brainly, em Paris; Centre Culturel Les Chiroux, na Bélgica.

Atualmente, trabalha como fotógrafo independente, em Belém.

(Fontes: Enciclopédia Itaú Cultural (http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa16738/luiz-braga); Coleção Pirelli/Masp de Fotografia (http://www.colecaopirellimasp.art.br/autores/22) e Sesc São Paulo (http://www.sescsp.org.br/programacao/32203_RETUMBANTE+NATUREZA+HUMANIZADA#/content=saiba-mais).

Comentários Deixe o seu comentário

  • Elza Martins Fontes Santos , 13:04 - 05/05/2015
    Com base nessa experiência, seus ensaios se tornaram predominantes coloridos e até hoje as pessoas tem um olhar mais carinhoso e cuidadoso com a Arte.
  • Maria Aparecida Viana, 15:31 - 12/05/2015
    Quanta sensibilidade estampada na obra escolhida. Singela e inspiradora. Tive a impressão que pude sentir o frescor da água. A intimidade da criança com a natureza também é de uma beleza inefável. Muito lindo mesmo.
  • ivania Marques, 17:48 - 16/08/2015
    Diante do tempo seco vocês não imaginam o frescor de receber em casa um pedaço deste iguarapé. Saudades da sombra, das brincadeiras e do arrepio da água gelada. A entrega do prêmio deveria ser assim... um pouco da infância. Obrigada pela imagem. Será bem utilizada. Parabéns pela escolha da imagem.
  • Iara Teresinha Deuner Ribeiro, 11:11 - 29/08/2015
    me senti dentro daquele iguarapé......até porque quando criança, muito fiz isso,,,já estou planejando umas aulas bem legais para minha turminha usando esta obra inspiradora. Mais uma vez obrigada

Deixe o seu comentário

Os campos assinalados com (*) são de preenchimento obrigatório.




Edições Anteriores

Clique sobre as edições anteriores do Prêmio para conhecer as experiências vitoriosas.