Em sua décima quarta edição, o Prêmio Arte na Escola Cidadã comemorou o crescimento de 20% no número de professores inscritos em relação ao ano anterior. Foram 813 projetos de todo o Brasil avaliados regionalmente no Norte (UFRR), Nordeste (UPE), Sul (FURB) e Sudeste/Centro-Oeste (UFG), sendo 91 projetos selecionados para a avaliação nacional, em São Paulo. A comissão nacional reuniu profissionais de notório saber: Bertoneto Alves de Souza e os professores doutores Antonio Joaquim Severino, Lilian Amaral e Maria Heloisa Ferraz.

PREMIADOS

Educação infantil

Rejane Tononi - Espírito Santo (ES)

A arte com olhar de criança

Ensino Fundamental 1

Alberto Rodrigues dos Santos - Piraju (SP)

Curta Folclore

Ensino Fundamental 2

Carmem Machado - Salto de Pirapora (SP)

SENTIVER - Inspiração, conteúdo e leveza: Pina Bausch adentra o cotidiano escolar

Ensino Médio

Carlos Cruz da Silva - Rio de Janeiro (RJ)

Projeto de arte postal (MAIL ART)

Educação de Jovens e Adultos

Maria Goreth dos Santos - Espírito Santo (ES)

Meu Barraco, Minha Vida

Carmem Machado: "Acabei tornando-me referência"

O prêmio disparou muitas discussões sobre o fazer artístico no cotidiano escolar, dando credibilidade a minhas falas e ações. Hoje, as pessoas param para me ouvir e me chamam para conversar com outros professores, professoras, diretores e diretoras e pensadores da educação. Acabei tornando-me referência. Esse prêmio, ao trazer para o espaço público a história desses anônimos, e me incluo neles, fortaleceu o meu posicionamento político e pedagógico no cotidiano escolar. Falar de si é um ato político, e posicionar-se é o pensamento/ação da arte. Agora, ter espaço pra isso é como ter a "validação" do trabalho realizado. O prêmio abre esses espaços e coloca-me nos diferentes lugares para falar sobre o conhecimento, sobre a educação e arte. E como professora-artista e contemplada no XIV Prêmio Arte na Escola Cidadã, tenho a obrigação e o dever de dar continuidade a esse trabalho que venho realizando, e estimular novos professores e professoras a se posicionarem enquanto sujeitos de suas histórias.