Relatos de Experiência

Os Relatos de Experiência são de responsabilidade de seus respectivos autores. O Instituto Arte na Escola propõe sua leitura como fonte de pesquisa para o professor.

Resistir à tirânia é possível

Depois de ter participado da II Jornada de Curitiba sobre o Ensino da História do Holocausto, pensou-se no desenvolvimento de um projeto sobre o tema, porque viu-se nele um vasto campo para se trabalhar a questão do preconceito que nasce do desrespeito ao outro nas suas diferenças pessoais, culturais, étnicas e religiosas.
Segundo Nelson Mandela, ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar. Logo, o trabalho tendo como tema o Holocausto vai ao encontro de alguns conteúdos previstos nas disciplinas de História, Ensino Religioso e no eixo curricular étnico-racial.
Tendo em vista a densidade do tema e a faixa etária dos estudantes do 1º ano do Ensino Fundamental, clientela alvo do projeto, pensou-se numa proposta adaptada à clientela, onde se pudesse estudar o conteúdo a partir do olhar infantil levando em consideração o tema proposto pela II Jornada do Ensino da História do Holocausto que era “Resistir à tirania é possível”.
Ao pesquisar e verificar alguns trabalhos sobre o tema desenvolvidos com as crianças descendentes dos povos vítimas do Holocausto, bem como perceber que elas desde pequenas são levadas a conhecerem esse fato histórico bem como as conseqüências para todas as gerações, percebeu-se que o tema pode ser trabalhado com todas as faixas etárias desde que feitas as devidas adaptações.
Uma vez lançado o desafio do trabalho sobre o tema com as crianças do 1º ano, passou-se para o levantamento de informações sobre o foco de estudo: a questão das crianças durante o Holocausto. Em seguida, a elaboração do encaminhamento permitiu pensar nas inúmeras possibilidades de atividades envolvendo produções artísticas como desenhos, colagens, dobradura, declamação de poema, leitura de livro literário, rodas de conversas e a produção coletiva de texto; como uma carta aos pais contando sobre o que aprenderam. Todas essas atividades estão presentes no cotidiano dos estudantes e proporcionam, além de momentos lúdicos, uma aprendizagem significativa.
Tendo em mente o caminho que queria percorrer e qual seria o foco do trabalho, dividi o projeto em duas partes. A primeira parte consistiu em fazer um apanhado geral do tema contextualizando-o para os alunos e na segunda parte o estudo mais aprimorado do Campo de transito de Terezin, na antiga Tchecoslováquia, por onde passaram em torno de 11.000 crianças e das quais sobreviveram apenas 100. O estudo sobre este campo se deu pelo fato das atividades que foram desenvolvidascom as crianças que ficaram presas nele. Lá elas tinham aulas de música, desenho e história de forma clandestina como forma de resistirem á tirânia que estavam vivendo. Eram sempre estimuladas a acreditarem em um futuro melhor numa sociedade mais justa.
O projeto durou um mês, tendo sido iniciado no dia 28 de setembro de 2009 e sendo concluido no dia 23 de outubro. Envolveu 20 alunos do 1º ano do Ensino Fundamental I, com idades entre 5 e 6 anos. Como estratégias para envolvê-los foram usadas imagens, textos informativos, produções artísticas das crianças de Terezin, o livro "A mala de Hana", vídeos que retratavam a propaganda enganosa envolvendo o Campo de Terezin, o filme "A vida é bela", além de atividades envolvendo colagem com papel colorido, desenho com fuzain, desenho com lápis colorido, dobradura e produção de carta coletiva aos pais contando o que aprenderam.

Registros da minha vivência

  • Desenho Com Fusain, Carta Aos Pais, Filme
  • Colagem A Partir Do Poema  De Pavel Friedman
  • Leitura Do Livro A Mala De Hana E Desenho Do Que Mais Chamou Atenção Na História
  • Visualização De Iamgens E Dobradura De 100 Borboletas

O projeto teve como objetivo geral trabalhar a história do Holocausto adaptado ao olhar infantil na tentativa de que os estudantes envolvidos percebessem a necessidade do respeito às diferenças individuais para uma cultura de paz nas relações sociais.
Para alcançar este objetivo se fez necessário que os estudantes: conhecessem a História do Holocausto; fizessem a relação entre a Teoria da Evolução de Darwin e a idéia errônea de Hitler sobre a distinção de raças; identificassem os povos perseguidos durante o Holocausto; conhecessem as situações vividas pelas crianças no Holocausto; identificassem algumas pessoas tais como Irena Sendler e Janusz Korczak, que ajudaram a salvar crianças durante o Holocausto; conhecessem de maneira especial o Campo de Teresin como um local onde as crianças eram incentivadas clandestinamente a produzirem diversas formas de arte (produção literária, plástica e musical) como forma de resistirem à tirania que estavam sofrendo por estarem confinadas no campo de trânsito de onde muitas outras crianças eram enviadas para os campos de extermínio; conhecessem algumas destas produções que chegaram aos nossos dias.
Depois de avaliar as produções dos alunos e observar seus depoimentos gravados em vídeo, pode-se verificar o envolvimento integral dos estudantes e o quanto o tema trabalhado foi significativo permitindo que alguns deles fizessem ligações com outros fatos ocorridos no cotidiano.
Esse saldo positivo foi resultado de muita pesquisa, principalmente, por parte dos alunos que a cada dia chegavam com uma informação nova ou um questionamento que levava à novas pesquisas.

Na primeira aula, a professora partiu da Árvore da Vida de Darwin (projeto que vinha se desenvolvendo paralelamente), onde ele afirma que todos os organismos vivos pertencem a um ancestral comum, o que no século XX a ciência afirmaria definindo que todos os seres humanos pertencem a uma espécie única, dado as mínimas diferenças físicas entre os grupos e, portanto, tornando inapropriado o uso do termo “raça”. Ela iniciou sua aula sobre o Holocausto colocando que nessa mesma época (século XX) surge uma determinada pessoa que declara a superioridade de uma raça denominada de “raça ariana” e que todas as pessoas não pertencentes a essa raça são de uma “raça inferior”, o que levou a uma experiência de situações extremas. A professora explicou que Adolf Hitler queria uma “Alemanha livre de Judeus”, uma “Alemanha pura”. Depois de contar resumidamente a história do Holocausto, ela destacou alguns pontos importantes da história: a ideia de uma “Alemanha livre de judeus”; os povos perseguidos (judeus, negros, ciganos, comunistas, Testemunhas de Jeová, homossexuais); o confisco dos bens dos judeus, a perda do direito de exercerem seus trabalhos, a prisão, os trabalhos forçados e o extermínio; os guetos e os campos de concentração; a morte por armas e por gás tóxico. Em seguida a professora pediu para que as crianças desenhassem o que entenderam sobre a História do Holocausto. Os estudantes apresentaram seus desenhos, sentados em um grande círculo formado por suas cadeiras. Nesta aula houve destaque para o comentário de uma aluna, que depois de ouvir e apresentar seu desenho fez a seguinte observação: “Então se Hitler fosse judeu ele iria querer que todos fossem judeus também e mataria os alemães.”
Na segunda aula, retomou-se com os alunos o assunto do Holocausto iniciado na aula anterior. Em um círculo formado por cadeiras, os alunos colocaram informações sobre o Holocausto adquiridas na aula anterior. Em seguida a professora leu partes do texto retirado da internet e intitulado “As crianças durante o Holocausto”, enfatizando as ações dos nazistas para com as crianças que cuja ideologia as considerava “indesejáveis” ou “perigosas”.
A partir deste texto foram levantados os seguintes aspectos: duas razões para mortes infantis: parte da “luta racial” e medida de prevenção; assassinato de 1,5 milhões de crianças das quais 1 milhão eram judias e dezenas de milhares ciganas e crianças alemãs que apresentavam alguma deficiência física ou mental; os cinco destinos das crianças judias e não-judias: (1) assassinato nos campos de extermínio, (2) mortes de recém-nascidos nos guetos e campos de concentração, (3) crianças que nasciam nos campos e guetos e sobreviviam porque eram escondidas, (4) maiores de 12 anos eram usadas como escravas ou em experiências médicas, (5) crianças mortas por represálias nazistas; crianças morriam de fome nos guetos; ao chegarem nos campos de concentração eram mandadas direto para as câmaras de gás; Janusz Korczak; adolescentes forçados ao trabalho escravo; crianças com características “arianas” raptadas e enviadas para serem criadas por famílias alemãs; Kindertransport.
Na terceira aula, os alunos foram levados ao Laboratório de Informática para visualizarem as imagens dos campos de Terezin e Auschiwitz, já que na aula anterior a aluna Kauanny pediu que a professora os levasse para conhecer os campos de concentração. Diante dessa colocação, a professora percebeu a necessidade de localizá-los espacialmente e também de mostrar imagens que ilustrassem o assunto estudado. No laboratório, os alunos viram as seguintes imagens: Campo de Auschwitz; Campo de Terezín; o vídeo: Adolf Hitler gives the Jews a city; crianças prisioneiras e vítimas do holocaust; Adolf Hitler, Irena Sendler e Janusz Korczak. Nesta aula destacou-se o comentário de uma aluna que ao assistir o vídeo “Adolf Hitler gives the Jews a city”, sabendo que este se tratava de uma “propaganda enganosa”, disse: “Mas é só olhar a barriga deles e ver como eles estão magrinhos, dá pra saber que é mentira.”
Na quarta aula, os estudantes realizaram atividades relacionadas ao poema de Pavel Friedman “Nunca mais vi outra borboleta”. Primeiramente a professora fez a leitura e contextualizou o poema retomando algumas informações sobre o campo de Terezin. Em seguida, os estudantes interpretaram oralmente as partes do poema e numeraram os versos. Para encerrar, a professora pediu para que eles fechassem os olhos e imaginassem que estavam chegando ao Campo de Terezin junto com o Pavel e por isso também estavam vendo a mesma borboleta que ele. Em seguida cada aluno desenhou a borboleta que “viu”.
Na quinta aula, deu-se continuidade ao trabalho com o poema de Pavel Friedman, iniciado na aula anterior. A proposta era confeccionar 100 borboletas de dobradura, já que das 8.764 crianças e jovens, deportadas entre 1942 e 1944 do campo de Terezin para os campos do Leste, só sobreviveu uma centena. Essas borboletas seriam coladas em um painel em homenagem a essa centena de crianças sobreviventes. A borboleta como símbolo do Holocausto, representa o renascer. Por isso foram confeccionadas 100 borboletas em homenagem as 100 crianças que sobreviveram, pois ter passado pela experiência do Holocausto e sobreviver é renascer.
Na sexta aula, os alunos deram continuidade à confecção das borboletas de dobradura. Terminada a dobradura, os alunos foram até a sala das pedagogas, onde deram uma “aula” sobre o Holocausto para as duas pedagogas e para a diretora.
Na sétima aula, a professora retomou com os alunos o fato de eles terem conhecido Pavel Friedman a partir de sua poesia, lembrando que este passou pelo campo de Terezin. Então foi apresentada para eles mais uma das muitas crianças que estiveram neste mesmo campo: Hana Brady. A professora mostrou aos alunos o livro “A Mala de Hana” e questionou-os quanto à imagem, a cor da capa e o nome da autora. Em seguida perguntou se eles queriam conhecer a história dessa menina e a resposta foi afirmativa. A professora iniciou contextualizando o desenrolar das três histórias paralelas contidas no livro e deu continuidade com a leitura propriamente dita. A professora lia e em seguida passava o livro para que as crianças pudessem visualizar as imagens e assim compreenderem melhor as descrições de fatos, lugares e pessoas contidas na história. Nesta primeira aula, a leitura parou na parte do relato da partida da mãe de Hana.
Na oitava aula, deu-se continuidade a leitura do livro: “A mala de Hana”.
Na nona aula,concluiu-se a leitura do livro “A mala de Hana”. Em seguida a professora pediu para que os alunos fechassem os olhos e se imaginassem como sendo crianças que estavam presas no Campo de Terezín e que iriam participar de uma aula de artes. Neste momento a professora retomou com eles os aspectos relacionados às aulas clandestinas que a crianças tinham dentro do campo, destacando os relatos e desenhos contidos no livro que conta a história de Hana Brady. Retomando a atividade, a professora pediu para que os alunos desenhassem partes da história de Hana, aquela parte que mais chamou a atenção de cada um. Em seguida, cada aluno apresentou o seu desenho, apresentação esta que foi filmada e está contida no cd de atividades.
Na décima aula, a professora retomou o poema de Pavel Friedman, lendo-o novamente para os alunos e mais uma vez contextualizando cada parte do mesmo. Em seguida, a professora dividiu o poema em seis partes, da mesma forma, dividiu os alunos em seis grupos. Cada grupo recebeu uma parte do poema para ilustrar fazendo uso da técnica de colagem com papel colorido.
Na décima primeira aula, depois de terem ilustrado as partes do poema de Pavel Friedman com colagens, os grupos apresentaram seus trabalhos recitando a parte do poema que fora ilustrada. Essa atividade foi gravada em vídeo.
Na décima segunda aula, a professora retomou com os alunos alguns aspectos das aulas clandestinas que as crianças tinham no Campo de Terezin e que estão relatados no livro “A Mala de Hana”. Lembrando-os que a maioria desses desenhos produzidos nas aulas de arte no campo, retratavam momentos que elas tinham vivido antes da guerra, como imaginavam que seria a vida depois da guerra e também retratavam o dia-a-dia no campo. O livro ainda relata, que nem sempre havia tintas, lápis de cor, folha própria para desenho e que, portanto, muitas vezes os desenhos eram feitos com carvão em papel de embrulho que se conseguia pegar dos depósitos nazistas. Diante disso, a professora colocou uma música, lembrando-os que as crianças do Campo de Terezin também tinham aulas de música, e pediu para que fechassem os olhos e se imaginassem como sendo crianças que estavam no Campo de Terezin e que nesse momento estavam no sótão de um dormitório tendo uma aula de arte. Fazendo uso de fusains (lembrando o carvão) e folhas de papel craft (lembrando papel de embrulho) pediu para que os alunos desenhassem alguma coisa boa que eles já tivessem vivido ou que ainda gostariam de viver. Depois que eles realizaram a atividade, cada um apresentou o seu desenho (gravado em vídeo). Posteriormente, para concluir o trabalho, a professora propôs a produção coletiva de uma carta falando sobre o Holocausto. Os alunos optaram por escrever uma carta para os pais, carta esta que foi enviada ao final do projeto. Como ainda estavam no processo de alfabetização, eles davam as ideias e a professora as organizava redigindo a carta no quadro.
Na décima terceira aula, para encerrar o trabalho com o tema Holocausto, os alunos assistiram ao filme “A Vida é Bela” e, em seguida, assinaram a carta que produziram na aula anterior e que fora enviada aos pais.
Na décima quarta aula, os alunos concluíram o preenchimento dos envelopes das cartas aos pais e finalizaram o projeto dizendo o que aprenderam com e/ou sobre o Holocausto, bem como a atividade que mais gostaram do projeto. Como desfecho do projeto, os alunos expuseram o painel, criado a partir do poema de Pavel Friedman, no corredor da escola.


AVALIAÇÃO
Ao concluir este projeto, pode-se verificar que, embora o tema Holocausto pareça algo denso e bem distante do que tange o trabalho com crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, feitas as devidas adaptações, tornou-se um campo fértil para o trabalho da questão do preconceito e das conseqüências que ele traz para toda a humanidade.
Desde o início os alunos se mostraram interessados e com o avanço das atividades mostraram-se envolvidos ainda mais, pois além de desenvolverem com êxito as atividades propostas, também traziam a cada dia uma informação complementar sobre o assunto, informação adquirida nas conversas em casa quando relatavam o que estavam aprendendo e questionavam os pais sobre o assunto.
Nas atividades desenvolvidas em sala de aula, como por exemplo, durante a leitura do livro A Mala de Hana, os alunos demonstravam suas emoções, opiniões e questionamentos demonstrando sua empatia com a história. Empatia esta que se deve ao fato de a história se tratar de um fato verídico, levando os alunos a se colocarem na situação da personagem.
Na atividade de ilustração do poema de Pavel Friedman com colagem pode verificar-se o entendimento dos alunos a partir dos detalhes que criaram como um sol triste ou as várias pessoas diante de um muro.
Durante os vídeos assistidos, os alunos faziam comentários e associações entre o que aprenderam a partir da leitura de textos com as imagens que apareciam. Ao assistirem o filme A vida é bela, compreenderam perfeitamente a história, bem como reconheceram todos os elementos do filme associando-os às informações adquiridas durante todo o desenvolvimento do projeto.
A produção da carta coletiva pelos alunos contando aos pais o que haviam aprendido, foi sem sombra de dúvida a máxima do trabalho desenvolvido. Pois esta atividade foi um importante instrumento avaliativo de verificação do quanto os alunos compreenderam da temática e serviu para verificar também se os objetivos previstos para serem alcançados com o desenvolvimento deste projeto haviam sido atingidos. E o resultado não poderia ter sido mais positivo.
Também serviram como instrumentos de avaliação, os vídeos contendo os depoimentos dos alunos sobre o que aprenderam, o que mais gostaram e o que mais chamou atenção em determinada atividade.
Contudo, cabe ressaltar que algumas lacunas passaram a existir, a mais evidente delas se deve ao fato de que para uma grande maioria dos alunos, o povo judeu só viveu naquele tempo. Também cabe ressaltar que alguns alunos não conseguiram perceber o que os judeus têm de diferente, já que, por exemplo, nos negros a primeira diferença está na cor.
Também durante uma das aulas uma aluna perguntou se a professora iria levar a turma para conhecer Auschwitz, diante disso percebeu-se a necessidade do trabalho com mapas para que os alunos se localizassem no espaço.
Contudo, pode-se concluir que o trabalho foi muito gratificante para todos os envolvidos e confirmou a ideia de que, mesmo sendo um tema distante do universo infantil, o Holocausto pode ser trabalhado de maneira prazerosa favorecendo uma aprendizagem significativa das conseqüências que do preconceito para toda a humanidade.

Ao concluir o desenvolvimento deste projeto pude verificar que não só os alunos adquiriram novos conhecimentos, mas também eu absorvi uma série de informações.
Durante o desenvolvimento do projeto me senti estimulada a pesquisar cada vez mais, pois a cada aula surgia uma nova pergunta feita por um aluno, uma colocação inesperada, a vontade de saber mais sobre o assunto. Em toda aula, mesmo sabendo qual era o encaminhamento a ser feito, surgia uma ansiedade fruto das expectativas que os alunos criavam para a aula seguinte. Essas situações fizeram com que fosse buscar novas informações, fosse ler livros sobre o assunto, buscar sites relacionados, conhecer o que outras pessoas já haviam escrito sobre o tema, enfim, isso significa dizer que mesmo tendo estudado sobre o assunto nos bancos escolares, jamais tive esse olhar curioso sobre o Holocausto.
Hoje posso com certeza afirmar que foi o envolvimento dos estudantes com o tema que me fez querer ir adiante e ampliar o meu conhecimento sobre este assunto, de maneira que agora me preparo para desenvolver um novo projeto procurando elucidar as lacunas citadas anteriormente. Foi a satisfação e a realização em desenvolver este trabalho, bem como os resultados alcançados com ele que me fez ter a vontade de inscrevê-lo, não com o intuito de me promover, mas no intuito de divulgar para o maior número de pessoas um trabalho que deu certo e que foi muito além das expectativas.
Diante de tudo isso que já foi relatado e avaliado, cabe aida ressaltar que ao ter sido enviado para a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba, o projeto recebeu juntamente com os alunos um prêmio destaque pela originalidade e foi mencionado em uma matéria sobre a premiação das cartas do Holocausto no jornal da comunidade judaica. O que mais uma vez prova o quanto o trabalho foi significativo para todas as partes envolvidas.
Caso queiram conhecer um pouco mais do trabalho acessem o link http://www.youtube.com/watch?v=VaXsvTE2JgM

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