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John Dewey e o ensino da arte no Brasil

A partir de sua tese de doutorado sobre a influência americana no ensino da arte, a professora Ana Mae Barbosa, titular do Departamento de Artes Plásticas da USP, ressaltou as ressonâncias do pensamento filosófico de John Dewey na educação brasileira numa reedição revista e ampliada, lançada pela Cortez Editora. Com o título John Dewey e o ensino da arte no Brasil, a professora, que já foi presidente da International Society of Education through Art e diretora do Museu de Arte Contemporânea da USP, entende que "mudou o mundo, a arte, a educação, e para repensar o nosso tempo, educadores, críticos de arte e até economistas têm buscado nas idéias de Dewey uma experimentação mais consciente da ação e uma construção de valores mais flexíveis culturalmente".


Depois de justificar a mudança de título do livro (a primeira e segunda edições foram intituladas Recorte e colagem: influência de John Dewey no ensino da arte no Brasil), Ana Mae Barbosa retraça a trajetória teórica que recuperou o filósofo, morto em 1952, para as novas gerações de educadores. Faz isso citando e comentando vários estudos de importantes pesquisadores, como o filósofo Richard Rorty. "Dewey não é somente importante porque é um clássico, mas porque antecipa inúmeros dilemas da condição pós-moderna com a qual nos confrontamos", salienta a professora.

Ana Mae Barbosa, além de abordar a influência de Dewey na educação brasileira através do educador Anísio Teixeira, examina em seu livro práticas pedagógicas e métodos praticados nos Estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. Fez isso analisando estudos de três intérpretes, que resultou em três capítulos específicos para cada proposta.

A obra traz também um texto do próprio Dewey, elaborado para uma palestra, em que trabalha a relação entre cultura e indústria na educação. "A brincadeira não é diversão; o jogo infantil não é recreação. Diversão e recreação são idéias que requerem uma experiência de monotonia, de trabalho executado, para lhes dar significado. A brincadeira como um trabalho, como uma atividade livremente produtiva e a indústria como um lazer, ou seja, como uma ocupação que satisfaz a imaginação e as emoções tanto quanto as mãos é a essência da arte", diz um trecho da palestra.

Thais Helena Santos, da Redação do EducaBrasil

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